sábado, 9 de março de 2013

Deteriorate 6 cap


Ok, eu já estava ficando completamente louca. James no consultório me tentando ao proibido e Danny que some e aparece quando quer. É eu no meio disso tudo, pirando.
- THAYNÁ.
Minha mãe berrou me fazendo assustar e sair dos meus devaneios. Desci correndo.
- Fala mãe.
- Seu pai ligou e disse que vai demorar, e eu vou sair. Fica bem?
- Pode deixar.
Subi depois de preparar um lanche, me jogando na cama...
- Danny. Danny cade você? Eu preciso de você.
Sussurrei antes de escorregar meus dedos para minha intimidade, os olhos azuis me fixando, e mesmo que eu soubesse que eu mesma me tocava sentia a mão dele me guiando, subia e descia. Minha respiração ofegava e eu sentia o orgasmo se aproximando.
- DANNY.
Gritei antes do fim, dormindo logo em seguida.
*****
Levantei horas depois com meu celular berrando na minha orelha.
- Alo? - Minha voz estava sonolenta.
- Thay. Aqui é o James, te acordei?
- Na verdade sim, mas eu agradeço. Me ligou para...?
- Quer sair comigo?
- E o que eu vou falar pra minha mãe?
- Vem, por favor.
- Ok, eu vou.
Desliguei me levantando indo em direção ao banheiro. Tomei um banho colocando um jeans preto, um all star surrado e uma blusa de frio.
Desci a passos largos ligando pra minha mãe.
- Thay o que foi?
- Meu amigo me chamou pra sair, deixa?
- Ok. Mas não volta tarde;
- Pode deixar mamãe. - Ela riu e eu desliguei procurando uns trocados e minha chave... Alguns minutos depois James me mandou uma mensagem avisando onde estaria.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Deteriorate 5 cap


Estava eu andando pelas avenidas de Vancouver.
- Ahhm desculpa...- disse após bater sem querer contra alguém.
- Nada não. - Já posso morrer feliz, que olhos são esses, minha respiração descompassou sozinha, ele sorriu me estendendo a mão.
- Daniel Jones.
Apertei  mão dele sentindo uma corrente elétrica passando pelo meu corpo, sorriu descaradamente ao notar o ocorrido comigo.
- O que faz aqui tão tarde?
- Voltando pra casa. E o senhor?
- Indo pra casa também. Eu já me apresentei e você?
- Thayná, mas pode me chamar de Thay.
- Ok Thay, me deixa te levar pra casa?
- Melhor não. Afinal você estava indo pra sua casa não quero te atrapalhar.
- Minha mãe pode esperar, então pra que lado.
- Enfrente, esquerda, direita, direita em frente.
- Então vamos.
Caminhamos lado a lado até a segunda esquina, Daniel me empurrou pra um beco, seu corpo travava o meu e admito sentir seus músculos bem formados prensando meu corpo não era tão ruim assim, mesmo sob aquelas condições. Ele pode não ter notado ~acho difícil~ mas eu estava entregue e nada mudou quando sua boca tocou meu pescoço.
- Danny, por favor, não faz isso.
- OK.
Ele parou, ELE REALMENTE PAROU. Não era pra ele parar de verdade.
- Danny.
Ele fez a maior cara de quê. Fofo.
- Sim, Thay?
- Não era pra parar.
- Ah, não era não? - Ele se aproximou de mim...- Então eu posso continuar?
- Pode.
- Mas agora eu não quero.
Me puxou pela mão e fomos embora.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Deteriorate 3 e 4


Escola, desgraça eterna. Levantei da cama com uma preguiça eterna, tomei um banho e fui me arrumar.
- MÃE TO PRONTA.
Desci as escadas correndo me sentando no balcão e pegando minha caneca e algumas torradas.
- Bom dia Thay.
- Bom dia mãe.
- Bom dia anjo.
- Bom dia pai.
- Hoje você tem médico.
Eu havia esquecido que eu era louca, depressiva e que minhas cicatrizes pelo menos uma vez me deixaram esquecer.
- Ok. Quem me leva?
- Sua mãe. Eu vou sair mais tarde hoje.
- Então vamos mãe.
Ela assentiu e saimos.

4 *continuação do 3*

Que frio... Entrei no consultório me sentando em uma poltrona fofinha e esperando a minha vez.
- Thayná. - Ouvi uma voz grossa me chamando e levantei quase caindo de novo. Que par de olhos claros são esses, que loiro, que corpo.  Para maioria das mulheres a fantasia é de um bombeiro ou policial, a minha acabou de se transformar pra um psiquiatra, onde sanidade já não faz falta. Acho que não era só eu que estava o secando. Parece que a fantasia dele que antes pudesse ser uma enfermeira ou uma professora, passou a ser uma paciente ingênua (ou nem tanto), que sofre de TPB.
- Pode entrar.
- Obrigada.
Me deitei no divã o olhando se sentar em sua poltrona que parecia tão confortável quanto.
- Como é seu nome?
- Dr. Bourne, James Bourne.
- Prazer.
- Me conta. Como anda sua semana?
- Está ótima, eu não pensei em nada trágico, na verdade eu nem me lembrava da doença até minha mãe falar que eu tinha consulta.
- Isso é muito bom.
Sorriu me fazendo sorrir também. Querendo ou não aquela perdição de olhos verdes estava me tentando ao proibido. Foi a uma hora e meia mais rápidas da minha vida.

Deteriorate 2 cap


- EU SABIA QUE TU IA FICAR DOENTE.
Minha mãe estava berrando na minha orelha com o prato de sopa na mão, a orelha já que minha cabeça estava em frangalhos.
- Mãe pelo amor de Deus para de gritar e me da logo a sopa que eu to com fome.
- Ta bom paga toma e não ouse se levantar dessa cama.
Assenti e ela me deixando eu, a sopa e a bundinha linda do Tate, Kit Walker, Evan Peters o lindo...
Eu não assisti muito já que eu dormi na meio EP.
- Thayná acorda.
A voz grossa que me tirava das desventuras com o Evan era meu pai.
- Pô, pai eu ia beijar o Evan.
- Quem é esse?
- Deixa pra lá. Fala o que tu quer?
- Sua mãe disse que estava doente eu vim saber como você está?
- Eu to bem...~espirro~... Mais ou menos.
Sorrimos.
- Sua mãe ta te chamando pra comer da pra descer?
- Eu não to morrendo só vou tomar banho e já desço.
Ele sorriu e desceu. Me levantei e fui tomar um banho quente e aconchegante. Sai de la parecendo uma uva passa.

domingo, 3 de março de 2013

Deteriorate 1 cap



Prólogo...
Sentia-o pesar na minha alma, ele estava perto, perto demais... Podia sentir sua boca em minha orelha, que poderia me arrepiar se não me dissesse algo tão macabro.
- Eu sinto sua falta.
- Meu amor, um disparo e viveremos juntos. Ninguém nunca vai nos separar. Nunca mais.
- Vai doer!
- Não vai.
Ele desapareceu. Me joguei na cama afim de esquecer o que tinha acabado de acontecer.
Ouvi disparos vindo do andar de baixo arregalei os olhos antes de descer aos tropeços.
Os corpos dos meus pais no chão indicavam o crime, a arma na mão de Danny indicava o assassino.
- O QUE VOCÊ FEZ?
- Eu fiz? Eu não fiz nada...
O som estridente da porta sendo derrubada ao chão me fez "pular" de susto.
- Foi ele. Danny matou minha família.
Eu chorava enquanto Danny ria compulsivamente.
- Ele quem? Não tem ninguém aqui.
- Tem sim, ele está ali.
Apontei para onde antes ele se encontrava não havia nada ali... O espelho da sala de estar refletia em mim o sangue dos meus pais e a arma do crime... Minha visão ficou turva eu já não sentia nada, a voz de Danny ainda ecoava em minha mente.
"eu sempre fui parte de você. Eu sou você. Pra sempre"

                                  1ºCAP

As ruas dessa grande cidade chamada Vancouver se tornava chata e entediante em meio de uma chuva nevosa, se é que essa palavra existe, as pessoas trancadas em suas casas com seus chocolates quentes, seus filmes e suas pipocas. Mas como eu nunca fui normal. Foda-se.
Mas ai você me perguntar o que eu to fazendo em Vancouver. Eu acabei de me mudar de São Paulo e vai ver que é por isso que eu ti no meio de uma nevasca sozinha na rua sem ligar.

sábado, 2 de março de 2013

Fireflies 11 cap - EVERYBODY KNOWS THE END


O dia seguinte amanheceu parcialmente, as grossas nuvens que indicavam a chuva que viria e a neve fazendo-se presente nas ruas, indicavam um dia triste e fraco aquele que causaria uma "depressão climática", mas pra mim parecia um típico dia primaveril de Setembro, o sol brilhando sem esquentar a matar pessoas de calor, as flores nascendo lindas e belas nos jardins, os pássaros cantando voltando do sul, era com certeza um dia lindo aos meus olhos. E ele só se tornou mais perfeito ao ver o Danny dormindo ao meu lado, ele era lindo dormindo parecia um anjo, perfeito. Mas era um absurdo aqueles diamantes azuis ficarem cobertos daquela maneira.
- Bom dia amor... - Me assustei quando ele falou comigo sem nem mesmo abrir os olhos.
- Que susto Danny, não sabia que estava acordado.
- Estou acordado a um tempinho, só com preguiça de abrir os olhos.
- Não faz isso comigo, eu amo seus olhos. Não os cubra desse jeito.
- Ok... - Aquelas orbes azuis me atacaram com firmeza me fazendo estremecer mesmo que deitada... - Melhor assim?
- Muito... - Sorri me levantando pegando a camiseta do Danny e vestindo.
- Onde vai?
- Comer alguma coisa. Quer?
- Por favor.
Fui até a cozinha preparando torradas e chocolates, levei tudo pra sala numa bandeja a deixando no tapete. Liguei a TV deixando passar qualquer coisa do canal matinal do Danny de esportes.
- Morangos? - Me ofereceu.
- Por favor.
"É Howard que a campanha do Bolton essa temporada não é das melhores, perderam pela terceira vez seguida e dessa vez pro Manchester Unit. Que com a saída do técnico também não faz sua melhor campanha."
Danny bateu na mesa com certo nervoso. O olhei receosa.
- Leva a sério isso de futebol em?
- E você?
- Se eu levo a sério? Amigo, eu assisto todos os campeonatos que estão ao meu alcance. - Soltei um beijo no ar. Fazendo o rir.
Tomamos um café reforçado e prazeroso. Assim que o relógio marcou 10:50 hs me arrumei rumando minha casa.
Lembra daquele dia primaveril que estava fazendo no meu mundo? Voltou a ser o frio e feio de inverno sem o Danny era assim, tudo frio e triste. A menos de 24 horas dali eu estaria indo embora e sem saber quando o veria de novo.
O dia passou como um passe de mágica e a única lembrança que eu tinha do Danny que poderia levar comigo seria seu cheiro impregnado em minha pele da noite passada e com certeza minhas melhores lembranças. Esquentei uma xícara de chocolate antes de me deitar. Sentei na berrada da janela observando as luzes da cidade. Sorri inocente, bocejei desajeitadamente alarmando a mim mesma que o Morfeu meu amiguinho me chamou pra dar uma volta.
O som do telefone tocando me tirou do meu passeio com o Morf. Atendi coçando os olhos e me sentando com dificuldade.
- Bom dia, senhorita Thayná Lee. - Fazia tanto tempo que eu não não ouvia alguém dizer meu nome inteiro que demorei a assimilar meu próprio nome.
- Bom dia, sou eu sim.
- Só estamos ligando pra confirmar o vôou das 10.
- Confirmado.
- Obrigado. Tenha um bom dia.
- Pra você também.
Já que já tinham me acordado as 7 horas da manhã, nada mais justo que eu começar a me arrumar devidamente. Tomei um banho coloquei uma jeans e um sobretudo, meus tênis e peguei minha bolsa e desci pra tomar um café digno antes de ir pro aeroporto.
Pensei em ir no Danny antes de voltar pro Brasil. Mas sabia que se eu visse aqueles olhos azuis perderia toda a coragem e vontade de voltar pro Brasil. O relógio marcava 08:50hs era a hora de ir embora. Entrei no táxi com os olhos marejados de lágrimas, tudo que eu queria era que o Danny fosse no aeroporto dizer que está disposto a me "sequestrar" e dizer que não quer que eu volte pro Brasil, me pedisse pra que eu ficasse com ele ali pra sempre. Mesmo assim não poderia me basear em instinto feminino, mesmo que ele já estivesse certo umas outras vezes com o Danny mesmo.
Minhas pernas sacudiam sozinhas em extremo nervosismo, em poucos momentos anunciariam meu voou e não daria tempo de me despedir do Danny. Estremeci ao ouvir o voou sendo anunciado nos auto-falantes, peguei as malas e caminhei a sala de embarque. Ouvi a voz sobre-saltando entre as muitas que ecoavam pelo aeroporto, me virei o vendo chegar a mim, aqueles olhos azuis me faziam ferver por dentro. Esqueci o mundo e o abracei sorrindo tão abertamente que minhas bochechas formigavam.
- Thay, eu não vou deixar você ir embora. Você fica.
- Mas Danny aonde eu vou morar?
- Comigo, eu já falei com meus pais e minha mãe quer muito te conhecer, meu pai disse que vai aumentar a "mesada" pra gente poder ter do bom e do melhor, eles querem te conhecer. Tudo está arrumado. Fica vai.
- E minha família?
- Thay, eles vão ficar bem... A gente pode ir pra lá sempre que quiser.
- Então, eu fico. - O beijei apaixonadamente, e o abracei na mesma intensidade. Acho que algo me ligava à ele. Estava tudo tão perfeito que no começo eu nem acreditei.
Voltei pra casa do Danny, arrumei minhas coisas no armário que ele mesmo pediu e caminhei pra um banho antes de ligar pra minha mãe avisando que eu ficaria aqui por tempo indeterminado. Desci depois de devidamente tomada banho.
- Falou com a sua mãe?
- Falei, e ela me fez jurar que eu não vou deixar de estudar. E ela quer te conhecer. Disse que precisa saber quem foi o menino que me virou a cabeça. - Sorri o acompanhando.
- Ela vai me amar.
- Convencido pacas em moço.
Sentamos no sofá acompanhando algo que passava a televisão. Eu estava feliz, como nunca antes.
Era noite quando ouvi a campainha tocando, abri já que Danny estava tomando banho... Sorri ao ver quem era. Dougie meu anão favorito.
- Thay?
- Eai tigrão.
- Pensei que tinha ido embora.
- E eu ia, mais seu amiguinho. Foi me sequestrar no aeroporto, então agora eu vou morar aqui.
- Ae sim em... E ele onde está?
- Tomando banho entra ai, daqui a pouco ele desce.
Não demorou muito até Danny descer e se deparar comigo e com o Dougie brigando por causa do controle. Se ele ão chegasse ia rolar briga feia.
- Que isso na minha sala? - Disse rindo.
- Sua namorada, querendo mudar de canal.
- Mais eu não queria mudar de canal, só queria ficar com o controle na mão.
- Uhhum, sei.
- Para os dois. Dougie o que faz aqui?
- Eu pensei que a Thay ia embora. E vim confirmar com você se ia pra Austrália comigo.
- Eu vou e a Thay também.
- Então amanhã. Meio dia o voou sai, por favor não se atrasem. - Dougie sorriu, saindo.
- Amanhã, trocar o frio inglês. Pelo calor australiano. Isso que é vida. - Danny me disse sorrindo de orelha a orelha.
- Isso mesmo. Calor, calor, caloooor.
Fomos dormir depois de arrumar as malas. Queria só ver a cara da Anne quando eu chegasse la. Espero que o Dougie não se manifestasse.
Senti lábios quentes mordendo e sugando a pele do meu pescoço. Gemi seu nome baixo.
- Que belo jeito de acordar. - Sorri.
- Não viu nada. - Sua mão passeava pela minha barriga e sua boca não largava meu pescoço, seu corpo apertou mais o meu e sua exitação já estava bem percepitivel. Me virei pra ele selando nossos lábios, suas mãos habilidosas se livraram das minhas roupas e as minhas da dele. Ele se fundia à mim e nossos gemidos eram abafados pelos beijos. Caímos um a cada lado da cama. Respirando forte. O relógio marcava 10 pras onze.
- Melhor levantarmos. Se não vamos perder o voou.
- Ok anjinho.
Levantamos com uma certa lerdeza, caminhamos até o banheiro fazendo questão de tomar banho juntinhos.
Coloquei um shorts e uma regata, um sobretudo por cima. Danny colocou uma jeans preta e uma camisa xadrez, tênis. Pegamos nossas malas e caminhamos pro aeroporto. O embarque demorou um bom tempo, acho que tínhamos chegado cedo demais ao aeroporto.
Me sentei ao lado do Danny entrelaçando nossos dedos. Beijei seu rosto acariciando-o com o nariz...
- Eu te amo.
Ele já dormia e possivelmente nem ouviu, me aconcheguei em seus braços e dormi também.
Um selinho me acordou e os olhos de Danny nos meus me fizeram sorrir.
- Chegamos?
- Sim. Vem. - Danny me deu a mão e saímos do avião. O sol australiano estava me torrando, encontramos com Dougie no saguão de desembarque e pegamos um táxi pra casa da Anne.
- Dougie, você não contou pra Anne que eu vinha?
- Não. Achei melhor fazer surpresa.
- Obrigada.
As ruas cheias de pessoas bonitas, de um lado casas gigantes e incríveis de outro o mar, o oceano alguns barcos no horizonte, alguns surfistas na praia, garotas com biquínis pequenos... Até me lembrava o Brasil.
A esquina da casa de Anne pude vê-la de cabelos soltos óculos escuros, um shorts minusculo e a parte de cima de um biquíni. Descemos chamando atenção dela que correu pra me abraçar.
- Você não estava no Brasil?
- Não, no ultimo minuto o Danny me sequestrou do aeroporto e me chamou pra morar com ele. Aceitei.
- Que fofo. - Disse antes de começar um beijão com o Dougie.
Depois das saudades devidamente mortas ela nos mostrou os nossos quartos e mal deixou que descaçássemos, o relógio ia bater as 5 da tarde e ela anunciou que as cinco e meia era pra todo mundo estar pronto pro luau na praia.
- O que vai vestir?
- Danny é um luau. O que acha que eu vou vestir?
Ele riu me jogando um travesseiro. Devolvi e vesti o biquíni tomara que caia, coloquei um shorts e uma regata cumprida, chilenos e me sentei na cama pra esperar o muso do Danny se preparar pra atravessar a rua e chegar a praia. Devidamente prontos descemos encontrando o casal ternura admirando as alianças. Olhei a minha e a do Danny e percebi que estava vivendo um sonho. Que eu nunca queria acordar.
Nos sentamos na areia, em volta de uma fogueira.
- Esse ano foi maravilhoso. - Anne foi a primeira a se manifestar.
- Muita coisa aconteceu, muita música e muita paixão. - Dougie continuou.
- Coisas do passado que estão fazendo parte do presente e que com certeza estaram no nosso futuro. - Danny me abraçou de lado.
- É talvez o destino reserve coisas loucas pra nós, coisas que nem imaginamos que poderiam acontecer... - Fui a ultima a dizer. Anne levantou me puxando pra acompanhar o por do sol, os meninos se sentaram ao nosso lado... Danny não demorou nem 1 segundo antes de me beijar. E algo me dizia que Anne e Dougie faziam a mesma coisa.
- Eu te amo anjinho. - Foi a ultima coisa que eu ouvi antes de ser puxada pra água pelo Danny mergulhando com ele no que foi, o melhor ano da minha vida.
                                                    FIM

sexta-feira, 1 de março de 2013

Fireflies 10 cap


As semanas passaram e com ela veio enfim o inverno, minha estação do ano favorita, se ela não acompanhasse minha volta pro Brasil.
Acordei com dor de cabeça, acho que pelo fato de ter chorado até dormir pesando em como dizer pro Danny que estava na minha hora de voltar. Anne já tinha ido, Dougie já estava mal, e agora comigo indo embora como Danny ajudaria o amigo estando pior que ele? O chamei pra conversar...
Desci devagar as escadas, minhas malas já estavam arrumadas a única coisa que eu queria era que aquilo tudo fosse um engano que eu não precisasse voltar. Mas se eu não voltasse pra minha casa, onde eu iria morar? Não tinha dinheiro o suficiente pra morar aqui e ainda me sustentar, nem trabalho eu tinha já que meu ano escolar tinha terminado. Tudo estava contra mim. Meu coração estava doendo.
Fui tirada dos meus pensamentos pelo som da campainha tocando, sabia que era ele, aquilo fez meu coração quase parar, falhar por algumas vezes, enxuguei algumas lágrimas que brincavam na ponta dos meus olhos. A neve que caia calma do lado de fora não fazia júz ao turbilhão de coisas que aconteciam do lado de dentro. Dentro de mim.
Abri a porta tentando corresponder ao sorriso contagiante que eu recebi, senti o mundo à minhas costas de culpa quando percebi que eu arrancaria sem pudor aquele sorriso que eu tanto amava.
- Thay, o que foi? Você estava chorando? - Dei passagem pra que ele entrasse.
- Não me respondeu, estava chorando?
- Não Danny... - Me amaldiçoei ao responde-lo com a voz mais embargada e falha do mundo...- Talvez estivesse. Qual o problema?
- O problema é que eu não sei o motivo. - Ele chegou perto de mim, sorrindo fraco e secando algumas lágrimas. Me abraçou e isso só fez com que eu soluçasse em seu peito.
- Você é o motivo. - Olhei em seus olhos, azuis brilhosos, perdendo gradativamente o brilho, se tornando azuis opacos e quase sem vida.
- Eu? Mais o que eu fiz? - Ele parecia preocupado e ainda não me largava de seus braços, ele me apertava a si mais ainda. Nada do que ele estava fazendo estava ajudando pro que eu tinha que falar. Seu cheiro embriagante, seus olhos nos meus, seus braços fortes me cercando, sua voz fazendo meus joelhos falharem, como conseguir abandona-lo?
- Danny, eu tenho que falar com você. - Me soltei de seus braços me sentando no sofá, ele se sentou ao meu lado olhando ainda atento meus olhos.
- Diz... - Incentivou pra que eu continuasse.
- Eu vou... Embora... - Pude ver quando o brilho dos seus olhos se esvaiu completamente tornando opaco e sem vida, algumas lágrimas bricavam no canto e ele não se preocupou de limpa-las quando elas caíram, fiz isso pra ele, ou tentei antes que ele prendesse meus punhos. Um tanto quanto forte demais.
- Por que não me disse antes? - Sua voz não tinha a mesma paixão e doçura de antes, era fria e grossa, como se ele me culpasse por deixa-la assim.
- Pensei que sabia, sinceramente quando me contou de tudo, como conhecia a Anne como sabia que eu viria pra Londres, achei que ela tinha te contado que era apenas um intercâmbio de um ano, e que depois do terceiro eu voltaria pro Brasil, ou me sustentaria sozinha aqui. E Danny, onde eu vou trabalhar? Onde eu vou morar? Amo você, muito, e os meninos cara eles foram a melhor coisa que aconteceram na minha vida, amigos de verdade e Anne ela e eu somos amigas antes mesmo de eu conhecer você. E agora ela foi embora. Queria muito que me prendesse aqui. Mas eu não posso jogar o meu mundo nas suas costas e fingir que está tudo bem... - As lágrimas se tornavam mais grossas e eu tremia de nervoso... - Mas não está. - Tentei abraça-lo, ele recuou, me fazendo soluçar, e as palavras a seguir me deixaram pior do que eu jamais fiquei.
- Eu não sou motivo o suficiente pra você ficar? Eu não sou bom o bastante pra você Thayná? Eu não sou, ou era, o amor da sua vida? E agora me diz que vai embora. Simplesmente ir embora. Pior espera o ultimo momento pra me contar, eu acho que você não me ama nem metade do quanto eu amo você.
Ele se levantou do sofá, caminhando lentamente até a porta secando lágrimas, o estrondo dela me assustou, minhas mãos no rosto era a única coisa que me faziam aliviar as dores que eu sentia. Chorei feito uma criança, odiava aquela sensação de ver o cara que eu sempre amei ir embora e não fazer nada.
Era o Danny, amor da minha vida, combatendo de frente com a minha família, minha mãe, meus tios, meus primos, meus amigos de São Paulo. E os daqui Dougie, Tom, Harry, até mesmo Anne que não passa uma tempo de férias pra vir pra cá e agora com a promoção dos pais dela e o nascimento do Julian estavam até pensando em irmos todos pra lá ficar um tempo na Austrália. Tanta coisa me era promissora aqui. Mas eu tinha saudades de lá. Tudo estava uma bagunça. Que eu estava impossibilitada de arrumar. Estava completamente dividida, entre Londres e São Paulo.
Amanheceu o dia e os raios do sol fraco de inverno que aparecera mesmo na temperatura negativa me acordou já que a sala não compartilhava de cortinas escuras como as do quarto. Levantei meio mole me equilibrando nos móveis até chegar no meu quarto, me jogando na cama quente apenas pra dormir mais um pouco antes de ter que encarar a compra da passagem de volta.
Um pouco mais tarde naquele mesmo dia meu celular se encarregou de me tirar do sonho bom que eu tinha com o Danny, era Anne.
- Oi amiga. - Sua voz era alegre e sonora, as vozes no fundo indicavam que não estava sozinha, um bebê rindo me fez rir fraco, Julian deveria ser tão lindo e fofo, por um minuto senti inveja da felicidade que ela sentia, que eu não partilhava nenhum décimo.
- Oi Anne. - Tentei mostrar alegria mas fui pega no flagra.
- Está tudo bem?
- Não.
- O que houve?
- Eu vou voltar pro Brasil.
- Mas e o Danny?
- Eu achei que quando tivesse contado pra ele que eu viria pra cá tinha contado que eu só ficaria um ano. Quando me disse que não contou tive que fazer eu mesma. Ele não gostou muito de ser o ultimo a saber.
- Você deve estar mal.
- Eu estou mal, ele está mal, o Dougie está mal por causa de você. Todo mundo está um caco, Londres está tão triste.
- Não fica assim amiga. Tudo vai dar certo no final.
- Assim espero.
- Eu tinha te ligado pra saber se a viagem pra cá estava de pé, mas parece que não.
- Infelizmente.
- Eu vou desligar amiga. O Julian ta chorando e meus pais acabaram de sair... E como sempre o Boobs está jogando vídeo-game, tudo sou eu nessa casa.
Sorri com o cometário da minha melhor amiga.
- Tchau menina, cuida dos seus irmãos.
Ela sorriu e desligou, a pequena fonte de alegria que ela me passou se esvaiu quando encarei a janela e a neve caindo sem pudor algum. Tomei um banho rápido coloquei uma jeans, um moletom peguei minha bolsa e sai em direção ao aeroporto pra comprar a passagem.
- Só de ida pra São Paulo.
- Voou direto?
- Por favor.
Comprei a passagem com dor no peito e voltei pra casa dali 72 horas eu estaria no voou de volta pro Brasil, quando eu poderia estar viajando com Dougie e Danny pra Austrália.
Na esquina da Av. Lermam, com a Rua. Savvage, eu pude ver o prédio do Danny, aquele azul se destacando no meio de todos aqueles opacos, incluindo o meu. Tomei um gole de coragem espirando fundo antes de passar direto pelo meu prédio e entrar no dele. Sem pensar apertei o número 7 no elevador, batia com as unhas na porta, elas demoravam tanto pra abrir ou seria coisa da minha cabeça? Sai descontroladamente pelo corredor com os olhos embaçados pelas lágrimas, eu me recusaria a ir embora sem um ultimo beijo, um ultimo abraço, um ultimo suspiro de Danny.
Bati a porta freneticamente e me lembrei do Doutor Sheldon Cooper do Big Bang Theory quando ele batia a alguma porta, sorri nervosamente. Por que lembrar de algo como esse naquele fatídico momento? Só eu mesmo. Levei um leve susto ao sentir a porta se abrindo, e aquele par de olhos azuis me encarando desfocados, ele estava chorando e muito, seu nariz ainda vermelhos e seus olhos inchados, o abracei sem ao menos deixa-lo falar ou fazer algo, e sentir seus braços envolta de mim me apertando a ponto de fazer minha respiração falhar me deu certeza que ele já não estava tão nervoso comigo.
- Eu te amo anjinho.
- Eu te amo Danny. Não é a hora certa, mas eu vim me despedir.
Ele me encarrou nos olhos sorriu fraco e assentindo com a cabeça. Se sentou no sofá me indicando um lugar ao seu lado pra que eu me sentasse também.
- Eu fiquei nervoso quando você me contou. Mas agora eu só estou triste, preferia que ficasse aqui, mas já que tem que ir, eu entendo.
- Tudo bem, eu compreendo se fosse você, teria ficado igualmente nervosa. Eu juro que vou manter contato com você. Prometo... - Sorri o beijando, eu estava sentindo tanta falta daquele beijo, daquele jeito, aqueles olhos, aquele abraço. Tudo nele me deixava sem ar.
- Fica comigo hoje? Dorme aqui... Vamos aproveitar que vai embora daqui...?
- Três dias.
- Ée... Vamos curtir igual namoradinhos. - Ele sorriu beijando a ponta do meu nariz. Sorri de volta com uma careta.
- Eu escolho um filme e você cuida das pipocas.
- Pode deixar... - Ele se levantou caminhando até a cozinha... - Só eu que curto comer uma pipoca com chocolate quente?
- Eu também gosto. Com marshmellowns por favor.
- Ok, bonitinha.
Me sentei em frente a televisão procurando um filme legal pra assistirmos.
- Terror, ou romance? - Gritei da sala.
- Terror, por favor. - Ele respondeu ao mesmo tom de berro.
Procurei alguns filmes legais e nada me chamou mais atenção então procurei nas séries e achei American Horror History, não existe série mais tenebrosa que essa. Coquei o primeiro DvD com os primeiros 7 ep's e depois me sentei no sofá pronta pra melhor overdose de séries da minha vida.
- DANNY vai começar. - Esperniei no sofá, e recebi uma gargalhada de volta.
- Podia me ajudar aqui, ao invés de ficar de birra. - Ele disse entrando na sala com o edredom, a pipoca, e as canecas de chocolate na mão. Me levantei o ajudando, nos sentamos um ao lado do outro e começamos a ver a série.
Antes do fim do primeiro Ep eu já estava morrendo do coração de tanto medo. Não aguentei o terceiro susto e gritei agarrando o Danny pelo braço cravando minhas unhas ali.
- Ai, ta me machucando. - Danny sussurrou.
- Desculpa, foi sem querer. É que eu amo séries e filmes de terror, só que assistir sem ter nenhum pinguinho de medo não faz meu tipo.
- Então que tal esquecer a série e prestar atenção em mim? - Sua voz saiu um pouco mais grave e sendo sussurrada no meu ouvido, me arrepiou instantaneamente.
- Hmm, quem sabe. - Retribui o olhar malicioso que ganhei.
- Sabe Thay... - Encostei o indicador em seus lábios, sorrindo pra ele.
- Não Danny, não sei, e não quero saber. - Selei nossos lábios, contornando os dele com a língua. Nosso beijo se tornou mais urgente e mais desesperado, não demorou muito pra nossas roupas estarem jogadas no chão e eu sentindo o corpo dele se fundindo ao meu, causando espasmos e suspiros descontrolados. Minhas unhas desciam pelo seu corpo e sua mão me apertava os quadris. Não demorou muito pra que eu descansasse em seu peito que ainda subia e descia meio descompassado. Eu o amava muito.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Fireflies 9 cap


Os meses se passaram e tudo corria muito bem. Dougie se recuperou bem da ida de Anne pra Austrália, ela nos mandava emails e conversava conosco sempre que podia, contava como lá tudo era lindo, e que só faltava a gente lá pra que tudo continuasse do mesmo modo se sempre. Eu e Danny mantínhamos o namoro as mil maravilhas, matando toda a saudade de 2 anos inteiros na frente de um computador, nos escondendo em números telefônicos e a um oceano de distância.
As férias estavam pra chegar e com isso a volta de Anne.
Era domingo de manhã, acordei ainda cansada de qualquer coisa que eu tinha feito noite passada. A campainha soou e eu claro tomei um susto, olhei no relógio que marcava 11:59hs nem mesmo xingar a pessoa eu podia, corri pra fazer a higiene matinal e desci as escadas me vestindo... Abri a porta e qual não foi minha surpresa ao ver minha amiga com as malas o cabelo loiro com mexas azuis, e mais magrela que antes... Austrália faz bem pra galera.
- Anne o que aconteceu com você? - Minha face com certeza era de pura surpresa.
- Oi...- correu pra me abraçar...- Nem te conto Austrália é linda, Sidney com certeza é o melhor lugar no mundo pra se morar.
- Seus pais não vieram?
- Que nada... - disse entrando e se jogando no sofá...- Minha mãe ta grávida, imagina, de um menino, e meu pai como sempre SUPER PROTETOR disse que era melhor ela ficar, ele também tinha achado melhor eu ficar, mas como tinha prometido pra vocês que nas férias voltaria. Aqui estou eu... Mais e os meninos? E você e o Danny?
- Primeiramente parabéns pra sua mãe. Outro menino na família sorte pra ela. Segundo, os meninos estão bem. Terceiro, EU TE MATO. Danny me contou que você sabia de tudo. Por que não me contou?
- Prometi pra ele de dedinho que eu não contaria nada.
- Pelo menos tudo está as mil maravilhas.
- E o Dougie, ta com alguém. - foi a primeira vez que eu à vi ir de um sorriso sincero a uma cara de choro tão rapidamente. Respirei fundo me sentando ao seu lado, em seguida abrindo o melhor dos meus sorrisos.
- Ele não está com ninguém. Até apareceu uma menina querendo o Poynter, mas ele deixou bem claro que a namorada dele estava na Austrália e que ele é fiel à ela. Mas e você ficou co alguém?
- Como eu não sabia a quantas andava com o Dougie eu sai pra conhecer umas pessoas, mas eu também não consegui ficar com ninguém. Nenhum daqueles meninos se compara com o Dougie.
- Você não viu como ele ficou depois que foi embora. Arrasado. Se ele te ver agora, acho que pede sua mão em casamento. - Rimos.
- Você acabou de acordar né? - Anne me olhou com a cara mais desconfiada do mundo.
- Sim, espera eu tomar um banho e eu convoco os meninos ok?
- Claro.
Deixei-a sapiando os vários canais da TV enquanto tomava um banho quente. Nunca mais reclamo do calor do Brasil. Reino Unido não sabe o que é um sol decente desde sua descoberta. Mas também não posso reclamar, eu amo frio, ainda mais tendo um namorado como o Danny pra me esquentar.
Desci depois de devidamente pronta.
- Vamos gafanhota?
- Vamos, leão.
Descemos de escada, a ansiosidade de ver a cara dos meninos quando chegássemos era demais pra esperar a boa vontade do elevador de chegar.
- Olha quem chegou? - Gritei pros meninos que estavam terminando de afinar os instrumentos.
- Você? Como se a gente nunca tivesse te visto. - Tom disse ao fundo.
- Não sou eu não. - disse, puxando a Anne pelo braço. Os meninos passaram por mim como um furacão pra abraçar Anne.
- Cara que a Gi não me ouça, mas Anne você ta uma gata. - Tom disse ao lado do Harry.
- Faço dessas minhas palavras. - Harry rebateu pra mim e pro amigo.
- Com licença, que essa gata agora loira, é minha... - Dougie a abraçou pela cintura...- E você Danny não acha que ela está uma gata?
Todos olharam pra mim, esperando uma reação de ciúmes, acho que não atendi as espectativas.
- Ela está bonita. Mas eu prefiro a minha Thay. - Me olhou com sorriso nos lábios e muito mais apaixonado de antes.
- Vamos sair galera? Hoje é o primeiro dia da Anne de volta a Londres, e a mãe dela está grávida, eu to namorando com a única pessoa que eu já amei em toda minha vida e por fim, minha melhor amiga ta namorando, com o melhor amigo do meu namorado... TEM MUITA COISA PRA COMEMORAR.
Todos me olhando sorrindo e eu abraçando o Danny.
- E aonde vamos? - Harry se manifestou.
- Hmmm, um lugar que dê pra levarmos a Gi e a Izzy. - Tom disse pensando.
- Que tal um restaurante novo que abriu no centro. Perto da London Eye. - Dougie abraçou Anne.
- Dougie como pode ter um restaurante perto do London Eye se ele fica no meio do lago? - Eu respondi.
- Não é que é perto... Sei do que está falando... É que do terceiro andar do restaurante da pra ver o topo da London. - Danny disse sorrindo.
- Vamos, quero ir em um lugar bonitinho. - Anne abraçou Dougie de lado e o olhou sorrindo.
- Então ok. Anne vem amiga, vamos pro shopping fazer compras pra hoje à noite e depois casa pra ficarmos devidamente arrumadas. - Puxei Anne pelo braço, depois de dar um selinho no Danny e ela no Dougie. Demos tchau pros meninos e caminhamos em direção ao shopping.
O dia passou rápido e quando demos por nós o relógio marcava 18:30hs.
- Anne, fica no banheiro de baixo que eu vou pro do meu quarto, depois vem pra cá que eu e arrumo amiga.
Anne sorriu e eu subi... Depois do banho devidamente tomado arrumei meu cabelo deixando cachos devidamente feito por um modelador e iniciei a make leve, e arrumei Anne com os olhos mais marcados que os meus. Arrumei os cabelos dela e nos vestimos. Ela vestia um tomara que caia preto drapeado com um cinto fino rosa bebê combinando com o cardigã, suas sapatilhas eram rosas também com algumas bolinhas pretas, ela estava fofa e perfeita. Já eu estava vestida com um vestido xadrez curto de manga cumprida, meia fina preta e um sobre-tudo vermelho no mesmo cumprimento do vestido e por fim uma boina vermelha combinando com a bolsa, sapatos meia pata preto. Estávamos perfeitas.
- Amiga estamos lindas demais. - Anne disse enquanto descíamos as escadas.
- É, eu sei espero que os meninos gostem.
- Se arrumou pra ele?
- Minha primeira noite de volta a Londres, eu morrendo de saudade do meu lindo namorado anão. Qual é eu quero ficar muito linda pra ele.
- Awn que fofa. Quer ficar linda pro namorado.
- E você, não quer?
- Ah sim, é sempre bom ver como o Danny me olha quando eu estou bem produzida. Mas eu to assim por que vamos a um restaurante bonito, e vamos conhecer as namoradas dos meninos. Eu quero estar apresentável.
- Se diz assim.
 Enfim saímos, o local marcado era o apartamento do Danny que ficava a três prédios do meu. Subimos apreensivas e enfim tocamos a campainha nos deparando com dois pares de olhos azuis, Danny e Dougie.
- Hey mocinhos, não babem, estão muito bonitos com essas roupas. - Anne disse dando um selinho do Dougie, e eu fiz o mesmo no Danny.
- Caraca. Vocês estão muito gatas. Danny se eu fosse você tomava cuidado com a Thay, se não perde ela hoje.
- Digo o mesmo a você Dougie meu irmão.
Esperamos por alguns momentos até que Tom chegasse com a Giovanna e Harry com a Izzy, depois de todos devidamente apresentados fomos em direção ao restaurante, que era realmente maravilhoso, amplo e com uma vista linda da London Eye. Nunca mais duvido do Dougie e sua capacidade de escolher lugares bonitos. A noite passou rápida e prazerosa, conhecemos um pouco mais as namoradas dos meninos e por fim elas contamos coisas constrangedoras que já estivesse acontecido conosco. Contei pra eles da vez que eu corri e abracei um menino que estava de costas o beijando achando que ele era meu melhor amigo... Não era. Trágico.
- A noite foi ótima Danny.
- Foi boa e divertida. Não to afim de ir pra casa. Quer dar uma passeadinha? aproveita.
- Quero sim... - Pulei de um lado pro outro parecendo uma criancinha feliz.
- E pra onde vamos? - Ele entrelaçou seus dedos aos meus caminhando por uma rua qualquer.
- Haaaaaamm, não sei, o que está aberto a essa hora?... - Olhei no relógio ele marcava pouco mais das onze e meia.
- Conheço uma starbuck aqui perto. Sei que o que mais visitou em Londres foi a starbucks, maaaaaans é a melhor das filiais do país inteiro.
- Com toda essa de garoto propaganda, eu topo ir com você pra lá. - sorri doce pra ele.
Caminhamos por mais uns 5 minutos até entrarmos na aconchegante cafeteria, pedimos dois lattes e alguns biscoitos.
- Eu sempre esperei por esse momento Thay.
- Eu também, sei lá. Sabia bem no fundo que acabaríamos nos encontrando por puro "acaso".
- O importante é que estamos juntos e vamos continuar juntos pra sempre.
- Éeee... - Sorri apertando sua mão entre a minha.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Fireflies 8 cap


Como se não bastasse o Danny ter sumido de vez e o Daniel também não estava falando comigo, não por falta de tentativa dele, eu não queria falar com ele. Tinha que por os pensamentos no lugar antes de encarar seus olhos novamente, ainda tinha a viagem da Anne que seria dali a poucas horas. Ouvi meu celular tocar e rezei pra que não fosse o Daniel, nem o Danny, sorte minha era a Anne.
- Alo.
- Thay, me leva no aeroporto?
- Pensei que ia com seus pais.
- Eles já estão lá, decidiram que iriam antes pra preparar tudo. Até pensei em fugir e não dar notícias. Mas lembrei que eles me encontrariam, de um jeito ou de outro. Uma mãe que trabalha pro governo e um pai detetive da CIA não daria muito certo fugir.
Sorri sem mostrar os dentes, não sei como mesmo indo pro outro lado do mundo ela ainda conseguia fazer piadas.
- Vou me arrumar e passo ai pra te buscar.
- Estou esperando.
Não demorou muito e eu estava tocando pela ultima vez a campainha da casa de Anne. Ela me abraçou forte antes que eu entrasse pra ajudar com as malas.
Mesmo sabendo que ficaríamos mais uns meses sem nos ver o caminho no táxi foi quieto, eu chorando de um lado, pela ida da Anne, pelo sumiço do Danny, pela paixonite pelo Daniel, tudo ao mesmo tempo confundiria qualquer pessoa.
Anne chorando possivelmente por que deixaria os meninos, que se tornaram especiais pra gente, me deixaria, logo agora que eu estava ao lado dela. E deixaria o Dougie. Acho que a maior perda era o Dougie eles faziam/fazem um casal lindo. E engraçado.
Chegamos ao aeroporto parecendo duas pandas, acho que nunca tinha chorado tanto na minha vida. O voou da Anne foi anunciado 5 minutos depois de chegarmos. Não encontrei Dougie pelas redondezas, não seria capaz dele não aparecer, ou seria?
- Ele vem! - Abracei-a deixando finalmente que nossos choros se encontrassem.
- E se ele não vier?
- Claro que vem. Ele gosta de você.
- Esse é o problema Thay, ele gosta de mim. Mas eu o amo.
Eu sabia bem como ela estava se sentindo, a abracei mais forte ainda. Era a penúltima chamada pro voou dela, tinha que ir. Se despediu de mim indo calmamente em direção ao embarque, mas um grito a parou e fez com que nós duas olhássemos pra trás. Daniel estava com as mãos no bolso e o rosto baixo, não parecia melhor que eu em nada, Dougie corria mais que tudo pra alcançar Anne e abraça-la. Os dois começaram a conversar e ela a levou pra sala de embarque.
Daniel estava a 5 passos de mim, e nem ele nem eu nos atrevíamos a andar, até respirar estava difícil naquelas condições. Alguns momentos depois ele fez questão de acabar com a distância, um pouco, dos 5 passos que nos separavam, agora se reduziam a 1.
- Oi Thay. - Sua voz estava embargada por um choro reprimido que não se fazia presente em seu rosto.
- Oi Daniel. - Já eu não escondia que um terço daquelas lágrimas era por ele.
- Por que não atende minhas ligações?
- Eu... Queria ficar um tempo sozinha.
- Por que?
- Coisas minhas Daniel, coisas minhas.
- Me conta Thay? - Ele parecia insistente, eu não sabia pra que ele queria tanto saber da minha vida. O que ele queria de mim afinal?
- Não. Não quero te encher com meus problemas. - Ouvi a voz nos auto-falantes que o voou pra Austrália acabara de sair, logo vimos Dougie voltando secando algumas lágrimas. O abracei e disse que dali 4 meses seriam férias e ela estaria de volta, ele se animou um pouco e tomou iniciativa de ir embora, sozinho deixando novamente eu e Daniel sozinhos, tudo que eu não queria.
- Foi embora naquela noite sem me dar tchau.
- Vai por mim o tchau era o menos importante naquela situação. - Seus olhos se perderam no meu e minha respiração falhou. Levantei em um passe rápido andando até a saída mais próxima.
- Thay, não foge de mim... - Daniel prendeu-me entre seu corpo em um abraço antes que eu conseguisse acenar pra um táxi.
- Por favor me solta. - E novamente eu me encontrava chorando, mais do que eu queria, mais do que podia, mais do que ele precisava.
- Eu só quero saber o que está acontecendo com você, estou preocupado.
Sua ultima frase saiu realmente em um tom preocupado, o abracei mais forte só pra juntar as palavras que viriam a seguir.
- Daniel... Eu, eu achava que você era uma pessoa, uma pessoa especial pra mim, acho que a única que eu realmente já amei. E eu fui ligando os pontos e eu tinha certeza que era você, o meu Danny, mas não é você. Eu estava torcendo pra que fosse, já que eu estou... Gostando de ti. Quase ou na mesma intensidade que eu gosto desse garoto. E não é você, então eu vou embora, e vou tentar de todos os modos acabar com essa paixonite idiota, o Danny, o meu Danny não merece isso. - Ele quis me olhar nos olhos mas, a única coisa que eu não queria era encarar aqueles azuis intensos, vai por mim eles sugam as forças de qualquer um. Dei as costas a ele enfim acenando pra um táxi. O choro de alívio por ter finalmente dito tudo pro Daniel era obvio, mas o de tristeza por saber que o amor da minha vida não era ele, me fazia chorar mais intensamente.
Cheguei em casa em pedaços, e tudo que eu não ver apareceu na minha frente. E a única coisa que eu conseguia pensar era em como o Daniel conseguiu chegar tão mais rápido que eu, no meu prédio.
- O que você ta fazendo aqui? - perguntei limpando a garganta que ainda reprimia uns soluços. Seus olhos encontraram os meus, e sua mão tocou a minha, senti a energia do mundo passando pelo meu corpo, e por um segundo senti borboletas no estômago e um sininhos tocando. Tudo isso com um toque de mãos, porra.
- Eu vim te dar sua resposta.
- Resposta de que? - soltei minha mão da dele e desviei os nossos olhares.
- Você disse que gosta de mim, e que ama esse Danny. É ruim saber que você me ama mais virtualmente que pessoalmente, acho que eu sou mais galanteador quando estou atrás de uma tela de computador ou então quando me escondo atrás do número de um telefone.
Sorri meio descrente, minha visão ficou meio turva e dei dois passos pra trás tentando reencontrar meu equilíbrio. Eu tinha certeza que era ele. Assimilei a notícia, e sabia que no fundo no fundo era ele, eu soube que era ele desdo primeiro sorriso que ele me deu.  O abracei tão forte que por um momento senti a respiração dele falhar.
- Você sempre soube né? - Perguntei sorrindo de lado.
- Soube que era você desde que me contaram que você vinha pra Londres.
- E quem disse... A Anne. Mas da onde conhecia ela? - Eu queria naquele momento ir pra Austrália só pra esganar a Anne e voltar, pra grudar no Danny e nunca mais voltar. Ele sorriu de lado encostando no batente da porta, colocando os braços cruzados sobre o peito os sobressaltando. Com o alívio de saber que ele era o meu Danny eu estava prestando mais atenção em como ele é lindo e maravilhosos, com certeza eu sou uma menina de sorte. Sorte até demais.
- Eu pedi pra ela não te contar que ela me conhecia... Thay a história é longa, melhor entrarmos. - Assenti, tirando as chaves do bolso. Abri a porta e o puxei pra dentro.
- Fica ai no sofá que eu vou trocar de roupa.
- Hmmmm, mas já assim sem nem uma bebida?
- Cala boca Danny, eu vou colocar meu pijama prepare-se pra me ver ogra.
- Não acredito que fique tão horrível assim.
- Não fico mesmo. Sou linda.
- Não exagera. - Fingi tristeza e ele sorriu.
- Eu vou,  já volto.
Subi tirando o vestido e colocando uma camiseta gigante escrita "In Love For London" um shorts de dormir e minhas pantufas de gatinho. Desci.
- Ta uma gata.
- Não mente...- me joguei no sofá ao seu lado...- Me conta, tudo, desdo começo.
- Vai Danny me conta. - Eu parecia aquelas criancinhas que ficariam sabendo do segredo da vida.
- Calma Thayná. - Ele se arrumou no sofá.
- Então, eu pedi pra ela não contar nada pra você... A uns meses atrás, eu conheci ela no mesmo site que você entrava e falava com a gente. Ai eu contei pra ela de você e ela me disse que você iria vir... Eu falei com meus pais e disse que eu queria vir pra Londres pra ter mais chance na vida, mas na verdade eu queria vir por que eu sabia que você viria. Eu te seguia menina, eu sabia que você estava ficando no prédio perto do meu, eu sabia que você ia estudar naquela escola, eu sabia de tudo. Anne não me escondia nada.
Olhei incrédula pra ele. COMO EU NUNCA TINHA PERCEBIDO?
- Sério tudo isso?
- Sério. Quando eu entrei naquela sala e te vi, quase tive um troço, sei lá é meio gay isso mas, eu senti meu coração pulsar mais forte e meu peito esquentar de uma forma inexplicável. Foi difícil manter esse segredo até esse momento.
- E quando você ia me contar?
- Estava esperando o seu aniversário. Sei lá queria que fosse em uma data especial. Mas você se manifestou primeiro. Chata em anjinho. E falando nisso quando você se deu por vencida e se entregou ao verdadeiro eu?
- Sinceramente eu sempre estive apaixonada por você, desdo primeiro dia que eu te vi entrar na sala... Por falar nisso a Anne que me falou de você, fingida eu achando que ela não sabia quem era você... Voltando, eu sentia algo forte demais em você, algo que puxava minhas forças do mesmo jeito que o Danny, você no caso. E no dia que fizemos o trabalho juntos e você me disse seu nome eu já fiquei meio balançada, depois quando descobri que você tinha vindo de Bolton tive a certeza só podia ser você. Eu fiquei triste quando te mandei a mensagem e ela não chegou, ou demorou a chegar...- nesse momento eu fiquei com ódio eterno da operadora desgraçada...- é mais pelo visto chegou e agora você está aqui. - Sorri pra ele o abraçando.
- Eu te amo anjinho.
Seu cheiro era muito melhor sentido de perto, meus olhos pesaram e quando percebi Morfeu meu grande amigo Morfeu estava me chamando pra dar uma voltinha.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Fileflies 7 cap


"Danny onde você está?"
Fazia algum tempo que eu e o Danny não conversávamos, sei que estávamos nas semanas de prova que antecede as férias, mas o que custava a ele me mandar pelo menos um "oi" só pra eu saber que não vai acontecer o mesmo que aconteceu antes? Bati a capa do livro de física com força na mesa da cozinha, deixando que algumas lágrimas caíssem pelos meus olhos antes que eu chegasse a sala. Que saco, toda vez que eu fechava os olhos eu via o Daniel na minha cabeça, eu sentia o seu perfume, ouvia sua risada, sua voz me chamando, mas eu sabia que meu coração batia só pelo Danny. Mesmo eles tendo o "mesmo nome" não dá pra eu fingir que o Danny o meu Danny é o Daniel, meu amigo de escola, mesmo que meu coração bata um pouquinho mais forte quando ele está presente. O celular tocou me tirando completamente dos meus pensamentos era Anne e pela primeira vez eu a agradeci mentalmente por me tirar deles.
- Oi. - Tentei mostrar uma vontade à mais de falar, mas acho que ela percebeu minha farsa.
- Oi amiga, eu preciso falar com você, é urgente. - Ela não parecia nenhum pouco mais feliz que eu.
- O que aconteceu?
- Me encontra em 20 minutos na starbucks da esquina.
- Pode ser.
Desliguei o telefone subindo pra colocar o tênis e uma blusa mais quentinha. Desci logo em seguida a encontrando sentada em uma mesa afastada, ela estava pálida aparentava ter tomado um susto recentemente, algumas lágrimas brincavam na ponda de seus olhos e aquilo de fato me assustou e muito.
- O que aconteceu? - segurei sua mão, gelada, e encarei seus olhos claros.
- Eu vou me mudar. - Anne não segurava suas lágrimas, tentei passar segurança pra ela, mas não segurei as minhas por muito tempo.
- Pra onde vai?
- Austrália.
- Isso é longe. Muito longe.
- Eu sei, mas eu prometo te mandar emails todo dia, e nas férias eu vou fazer o inferno na cabeça dos meus país pra vir pra cá.
- Isso mesmo. Vou sentir sua falta, mal passamos um tempo juntas aqui em Londres.
- Eu só vou nas férias, ainda temos duas semanas, borá aproveitar?
- Só se for agora.
Enxugamos as lágrimas, pagando nos capuccinos e indo em direção ao shopping, nada melhor que passar um tempo gastando... Foi bem divertido, esperimentar todos os estilos de roupa, de vestidos floridos e vestidos de gala, passando por roupas de periguetes inglesas e roupas de homem, vi uma camisa xadrez masculina que eu não resisti e tive que levar pra mim. Acho uma combinação incrivel um shortinho e uma camisa masculina, da um ar de "largada sexy" pelo menos eu acho.
Chegamos em casa nos jogando com sacolas e tudo no sofá.
- Ainda é cedo. O que vamos fazer?
- Não sei. Que tal ligar pros meninos e ver o que eles estão fazendo?
- Pode ser.
Liguei pro Dougie perguntando onde ele estava, me respondeu que estava com o Daniel na casa dele, chamei os dois pra sair e chamar o Tom e o Harry mas esses estavam com suas namoradas. Ou seja ia ser um encontro querendo ou não visto por todo como de casal.
- Anne. O Dougie está na casa do Daniel e eles estão morgando, chamei-os pra sair e eles aceitaram. Agora é com a gente.
Vi os olhos de Anne brilharem, mesmo sabendo que eu já tinha ficado com o Dougie ela nutria uma paixonite por ele, que por mim tudo bem já que meu tinha uma quedinha pelo Daniel... Danny.
Tomei um banho e corri pro armário enquanto Anne fazia o mesmo em um outro quarto. Optei por um vestido muito bonitinho que eu tinha acabado de comprar, era me manga cumprida muito bom já que estava frio, era de bolinhas muito fofo, tentei colocar com um All star, e até ficava bonito, mas com toda aquela fofura constatei que uma sapatilha cairia bem melhor, deixei os cabelos secarem a seu modo e ainda bem que eles escolheram não fazer cosplay de arbusto. Desci e Anne estava sacudindo as pernas sentada na banqueta encarando alguma coisa nula na cozinha, seu vestido era pouco parecido com o meu, era no mesmo tecido mas sem manga e o dela era xadrez. Ela sim optou por um tênis de lona muito bonito. Ela sabia que se tratando do Dougie salto não convinha se vocês já eram da mesma altura.
- Está muito fofa Thay.
- É, eu sei ser delicada quando convém, só falta os meninos quererem ir na boate mais baladala de Londres, pra estragar o clima.
- Nada disso. Enquanto se arrumava eu falei com o Dougie e eles estão mesmo querendo ficar mais quietinhos, vamos pra um café. KEEP CALM, um café de respeito.
- Então... Vamos?
- Sim. Marquei com eles no pub as 22:30hs.
O relógio marcava 22:00hs saimos em direção ao tal do café, era um lugar aconchegante e me lembrava minha casa, em São Paulo, nos sentamos em uma mesa no segundo andar, aonde dava pra ver um pouco da paisagem linda de Londres e bem distante dava até pra ver um pouco da London Eye. Olhei no relógio pregado na parede, o relógio marcava 22:29hs. Pra mim eles já estavam atrasados. Mas como a pontualidade inglesa não decepciona assim que o relógio badalou 30 minutos pras onze da noite, ouvi os passos na escada amadeirada, e os vi caminhando com sorrisos largos em nossa direção.
- Oi mocinhas. - Dougie disse se sentando em frente a Anne.
- Oi Dougie, oi Danny. - Anne abriu o melhor dos seus sorrisos. Ainda não tinha me acostumado com as pessoas chamando o Daniel de Danny, só uma pessoa era Danny e eu não tinha certeza se era ele.
- Oi Thay. - Daniel disse perto do meu ouvido me arrepiando sem perceber, pelo menos assim eu acho.
- Oi Daniel. - sorri pra ele me sentando um pouco mais pro lado pra que ele se sentasse ao meu lado. Anne e Dougie pareciam um casal de namorados e assim estavam, sorria cada vez que Dougie fazia as bochechas dela corarem pegando em suas mãos e todas as vezes que ela bagunçava o cabelo dele de um jeito fofinho, eles faziam um casal bonito, pena que daqui a alguns dias isso iria acabar, e não querendo fazer pouco caso dos meninos, eu voltaria a ficar sozinha.
- Você está bem anjinho? - Daniel ainda me chamava assim, e a cada dia eu tinha mais certeza de que ele era meu Danny, só não sabia como chegar a esse assunto.
- Estou ótima, só um poco cansada das compras de hoje. - disse mostrando meu vestido novo. Ele sorriu me dizendo que eu estava linda, acho que fiquei parecendo um pimentão e tive quase certeza que ele notou já que deu mais risada. A noite estava chegando em seu fim, faltavam 10 minutos pra meia-noite, Daniel se ofereceu pra me levar em casa e eu aceitei. Dougie e Anne esticaram pra mais algum lugar que só eles conheciam que pra mim era a cama do Dougie.
- Você não está bem. Ta escrito na sua testa. - É pelo visto eu era uma péssima mentirosa, ou então estava preocupada demais.
- Eu vou fazer uma coisa e por favor não fala nada, enquanto eu não terminar ok? - Ele parecia preocupado e um tanto curioso. Tirei o celular do bolso e digitei algumas palavras antes de mandar a mensagem, torcendo pro celular dele dar algum sinal de vida, só pra eu ter certeza que eu estava apaixonada pela pessoa certa. Nada aconteceu e eu com certeza aparentei um semblante decepcionado e meio choroso, eu jurava amor a um, mas estava me apaixonando perdidamente por outro e pior tendo a certeza que era o mesmo cara. Afinal quais são as possibilidades de conhecer em Londres um garoto chamado Daniel cujo apelido é Danny e que se mudou à poucos meses de Bolton. Naquele momento elas tinham crescido mais do que eu imaginava.
- O que você fez? - Daniel perguntou olhando em meus olhos.
- Nada... - Tentei disfarçar a voz tremula, mas não deu certo. Senti os braços dele me envolverem em um abraço aconchegante o que eu estava mesmo precisando naquele momento...- Queria tanto que fosse você. - Estava com vergonha por soluçar tando agarrada nele por um outro cara, só não queria solta-lo, queria ficar ali, pra sempre. Senti uma vibração passar por nossos corpos e notei-o tentando tirar o celular do bolso, me afastei pra que ele fizesse enquanto enxugava minhas lágrimas.
Olhei confusa pra ele, enquanto ele lia atentamente algo que estava escrito no visor. Seu sorriso não poderia ser mais lindo, poderia ser coisa da minha cabeça, juro que os dentes dele brilhavam mais que qualquer dia e que a felicidade de qualquer coisa que fosse estava explodindo seu peito de alegria. Me virei enquanto ele lia, com o maior prazer do mundo o que quer que fosse aquilo, se quer me viu partindo.
Não sei como cheguei a meu quarto só sei que, arranquei minha roupa do corpo a jogando em qualquer lugar, me deitando na cama no segundo seguinte, coloquei Snuff pra tocar, uma música que com certeza se você estiver triste só te fará ter vontade de amarrar um cinto no pescoço e se enforcar, ou no meu caso de melodramática cortas os pulsos. E por que o ser humano gosta tanto da dor, toda vez que estamos tristes colocamos uma música mais triste ainda, só pra acabar de foder com os sentimentos. Estava me sentindo um lixo, não pelo que eu estava sentindo pelo Daniel e sim pelo que eu estava fazendo com o Danny. Ele me mandou a mensagem, ele disse que me ama, e eu sei que também o amo. Tinha tanta certeza que era ele, tinha a convicção de que Daniel Jones e Danny eram a mesma pessoa e quando a mensagem não chegou, senti meu mundo cair sobre minha cabeça. Minha certeza escorrendo pelo ralo, meu coração se dividindo entre o amor de carne e osso e o amor virtual. Eles eram tão iguais. Dormi.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Fireflies 6 cap


A semana passou voando sexta-amada-por-todos-feira havia chego e com ela meu primeiro dia de trabalho. Muita coisa estava nova nessa sexta, a Anne até que enfim tinha voltado pra escola, Daniel e eu até que nos entendiamos bem, nós três nos tornamos bastante amigos... O sinal da hora de ir embora pra muitos que pra mim era início de labuta tocou. Dei tchau pra Anne e pro Daniel e corri pra ala norte da escola.
- Pronta? - Me perguntou Logan um dos alunos que trabalhava lá também.
- Sim. Mas o que eu tenho que fazer ao certo?
- Só ficar de olho em quem entra. Assim que adentraram olha as carterinhas e se o aluno não for daqui verifica no sistema se ele está autorizado a usar aqui. É isso agora eu vou que está na minha hora.
- Tchau.
- Tchau Thay.
Me sentei coloquei os fones e fiquei curtindo um som, até a caneta cair e eu ter que me abaixar pra procurar. Canetas nunca entendi por que elas caem no sul e vão parar no noroeste.
Ouvi a barulho da campainha tocando, alguém estava me chamando.
- Alguém ai? - Conhecia aquela voz. Assim que me levantei ou tentei dei com a testa na mesa, quase desmaiei com certeza isso formaria um galo gigante. Me assustei e me deleitei com as visões que eu tive. Primeiro Daniel com seu sorriso perfeito e seus olhos azuis, segundo DOUGIE? O QUE ELE ESTAVA FAZENDO ALI? E COMO ELE CONHECIA O DANIEL? O MEU DEUS. Terceiro um menino muito do bonitinho loiro com uma covinha fofa, e com os olhos castanhos, e por fim um mais musculoso com olhos tão azuis quanto os do Daniel e do Dougie. Por um minuto eu fiquei com certa pena do loiro de olhos castanhos, ele realmente é lindo um principe, namorava fácil. Mas no meio de caras com esses diamantes exuberantes, ter uma ovelha desgarrada de olhos escuros. Sei como ele sentia.
- Thay, o que você ta fazendo aqui? - Daniel quase me sacudiu pra eu voltar pra realidade.
- Trabalhando garoto. Eu me sustento sozinha bem. - sorri
- Ok independente de 17. Libera nossa entrada?
- Tenho que ver as carterinhas e como esses três ai não estudam aqui. Tenho que ver no sistema se eles estão autorizados pela diretora.
- Vai demorar? - Daniel disse fazendo pouco caso de mim.
- Esquece não em Jones, você depende de mim pra entrar naquela salinha e tocar sua guitarra. - Arqueei uma sobrancelha arrancando sorrisos de todos inclusive dele.
- Ok, eu espero.
Verifiquei tudo e liberei a entrada deles. Só que meu trabalho também era supervisionar a salinha então entrei com eles só pra garantir que eles não irriam trazer a escola à baixo.
- Você não tem que trabalhar? - Dougie perguntou.
- Meu trabalho também é supervisionar.
- Mas se ficar aqui. Quem olha as carterinhas? - O loiro me perguntou curioso.
- Tem outra menina lá.
Cada um tomou uma possição o Harry na Bateria, o Tom na guitarra, o Daniel chatolino também na guitarra e o Dougie no baixo.
- Essa banda ai, tem nome? - perguntei curiosa.
- Pra que se quer saber, vai fazer macumba pra banda acabar? - Daniel disse em tom de deboche tirando gargalhadas de todos.
- Nossa Jones, não fala mais comigo. - Fingi tristeza. Ele se levantou beijou minha testa e voltou a se sentar.
- Calma anjinho, eu gosto de você. O nome da banda é McFly.
- Anjinho? - Engoli seco aquilo me lembrou o Danny.
- O que tem? Não posso?
- Pode, claro que pode... - sorri forçado... - Então qual é a primeira música?
- Cherry Cola. - O moreno de olhos azuis, vulgo Harry gritou lá de trás.
- Ok, estou com cede agora. Mas tudo bem.
A música era bem da animada, me diverti pra caramba naquela tarde, senti uma pontinha de ciúmes do Daniel quando eu e o Dougie começamos a conversar sobre o dia da Cosmos, descobri que Harry também tinha ido mas não cheguei a vê-lo... O tempo passou tão rápido que antes que eu pudesse notar eles já estavam se preparando pra ir embora. Estava na minha hora também.
- Deu nossa hora. - Tom me disse ainda rindo de uma piada do Dougie.
- É a minha também, só tenho que pegar minha mochila, esperem-me.
Todos assentiram com a cabeça, sai trancando as outras salas arrumandos alguns instrumentos, e por fim trancando a sala em que estavamos, peguei minha mochila e fomos todos em direção a saída.
- Preguiça de andar 5 quadras. - Eu disse fazendo careta.
- O Tom te leva de cavalinho ele mora a 5 quadras daqui também. - Harry disse rindo.
- Se for assim a gente revesa, você também mora a 5 quadras daqui. - Tom rebateu.
- Dude, minhas costas estão doendo, não vou aguentar.
Arregalei os olhos descrente.
- Vocês estão me chamando de gorda na cara dura? Ok, eu vou SOZINHA andando, pra ver se a gordura vai embora. - Comecei a andar, deixando os pra trás.
- O rainha do drama espera ai. - Olhei pra trás e os 4 vinham correndo na minha direção... Dougie me pegou no colo, como quando o noivo entra com a noiva em casa...
- É levinha, senti Danny. - me senti um saco de batatas passando de mãos em mãos. Danny me segurou como um saco de batatas mesmo, me jogando no ombro dele.
- É levinha. Da pra levar. Segura aqui Tom. - Ele me pegou de qualquer jeito achei que cairia mas não... Ele começou a fazer cócegas em mim, me debati e ele me jogou pro Harry que por fim me segurou e saio andando comigo.
- HARRY, ME SOLTA.
- Não, Tom me desafiou a te levar as quadras e eu vou levar.
- NÃO VAI NÃO... - disse rindo...- ME COLOCA NO CHÃO.
- Certeza?
- Absoluta.
Assim que meus pés tocaram o chão agradeci mentalmente, joguei o cabelo pra trás com uma das mãos enquanto a outra se encarregava de socar um por um.
- Nunca mais reclamo de andar. - Todos riram. Caminhamos até a esquina do meu prédio onde todos nos separamos menos eu e o Daniel.
- Em qual deles você mora? - disse encarando os enormes arranha-céus.
- No branco perolado, e você?
- No azul. Quer que eu te leve em casa?
- Não precisa, até segunda?
- Sim, até segunda.
Andei em passos rápidos até o elevador, onde finalmente pude respirar aliviada, aqueles olhos, aquele sorriso, por que tudo aquilo mexia tanto comigo?

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Fireflies 5 cap


Acordei, sentindo como se um caminhão 32 rodas tivesse passado 4 vezes no meu corpo. Levantei com calma e tranquilidade, caminhei até o banheiro bocejando umas 4 vezes, e enfim me joguei pra dentro do chuveiro. A água quente relaxou todos meus músculos de imediato, era como uma massagem de alívio instantaneo... Vesti um shorts e um moletom e desci pra comer. Minha barriga roncava tão alto de fome que eu me senti na necessidade de comer comida de verdade, chega de lanchinhos. Preparei um macarrão com salsinha de responsa e comi feliz. Me joguei no sofá por cerca de 5 segundos e ouvi ao longe What Makes You Beautiful tocando, corri pra pegar meu celular... Tadinho do Harry já estava se esguelando.
- Alo... - disse descendo as escadas com presa. Ia começar maratona do Dr. House.
- Thay... - Parei instantaneamente, paralisada eu sabia que aquela era a voz dele, era a primeira vez que eu ouvia a voz dele. Era maravilhosa, rouca, meio grave, eu poderia morrer ouvindo aquela voz, sem problemas.
- Danny é você? - Ouvi uma risada ao fundo, e não pude evitar de sorrir.
- Sim, sou eu mesmo.
- A que devo a honra de receber essa ligação importante nessa hora da manhã?
- Manhã? Por acaso olhou no relógio? - O mesmo marcava dez pras 4 da tarde.
- Tarde então.
- Não estava fazendo nada, decidi te ligar só pra jogar conversa fora.
Comecei a rir descontroladamente me sentando ao sofá.
- Que é menina, ta passando bem?
- Não é isso, esses dias eu estava lembrando do penúltimo email que você me mandou, o da barata.
- Não gostei, achei ofensiva essa sua reação. Eu quase tive um troço.
- Não era você que jurava de pé junto que não tinha medo?
- NÃO É MEDO. É repulsa.
- Aham, uma repulsa que causa taquicardia? Sei.
- A pense o que quiser...
A conversa fluía ótima, ele me contou como e por que saio de Bolton e veio pra Londres eu contei por que sai do Brasil e vim pra cá, ele disse que namorou uma menina nesse período de tempo, mas que quem ele queria estava muito longe, já eu disse que sou assexuada, que me reproduzo sozinha, se não não haveria motivo pra eu ser tão ForeverAlone. Rimos. Chorei quando ele me contou do cachorro dele que morreu, e eu chorei mais quando eu contei do meu... E por fim ele me perguntou onde eu estava morando e nesse momento, a ligação caiu. Não conseguia ligar pra ele, nem ele pra mim, nada me mensagens, estava começando a achar que o destino estava me sacaneando demais... Coloca ele de volta na minha vida e não deixa rolar palhaçada isso ae.
Depois de desligar, ou o telefone se desligar sozinho, meu domingo foi um saco, a não ser pela maratonas de series que passava isso era legal.. Assim que o relógio bateu 23:00hs eu voltei pro quarto colocando meu pijama e me afundando entre os edredons...
"Boa noite Danny." Mandei pra ele antes que o Morfeu me levasse pra dar uma voltinha.
Segunda-tediosa-odiada-feira de manhã, me levantei tomei o banho rotineiro pra dar aquela acordada, vesti uma jeans, camiseta de manga cumprida, um moletom meus tênis, peguei minha mochila e fui, degustando um bom café da Starbucks, com direito a Dunnuts e tudo... Senti uma trombada contra mim e minha visão ficar tonta, só sei que bati em alguém e que estava na porta da escola.
- Desculpa. - Ouvi uma voz ao longe dizer enquanto me levantava.
- Que isso, eu deveria olhar por onde eu ando.
Era o misterioso da minha sala, sorriu de lado e entrou, entrei também tomando o rumo da sala sozinha já que a morimbunda da Anne ainda estava doente. Só pra ir pra escola, pra ficar indo em Pub de Levi Stuart ela estava bem até demais.
Sentei no mesmo lugar de sempre, tirei minhas coisas da mochila e as arrumei sobre a mesa.
- Silêncio sala... - O gordo professor de geografia gritou antes mesmo de colocar o primeiro pé na sala...- Hoje como consta na agenda de vocês, se é que anotaram, terá prova de bimestre... - Gelei, odiava prova nunca sabia nada do que passavam e com essas conversas com Danny sair pra badalar com a Anne doente, me fizeram esquecer completamente...- Como eu sou um professor bem legal eu vou deixar a prova ser em dupla. - E se pode ouvir o som das carteiras instantaneamente sendo empurradas pra diversos lugares da sala. Notei que as únicas pessoas a não ter um par era eu e o garoto misterioso, dono de olhos lindos azuis.
- É pelo visto as duplas já estão formadas. Vocês vão responder em folha separada as questões dissertativas das páginas 51.52.55e58. Corram só aceito hoje e só temos uma aula.
Senti minhas bochechas queimarem quando o par de olhos azuis claros me olharam, com o lábio distorcido como um "é parece que somos uma dupla" ele se sentou ao meu lado. E de novo ele puxou "assunto".
- Desculpa de novo, por hoje de manhã.
- Eu já disse não precisa se desculpar, eu que não estava prestando atenção na rua.
Sorriu.
- Você copia eu respondo, pode ser? - Agradeci mentalmente, eu não estava nenhum pouco afim de procurar resposta de nada.
- Como quiser.
Tínhamos dois livros logo ele procurou as respostas e as marcou com lápis e eu copiei as perguntas.
- Como é seu nome completo?
- Pra que quer saber?
- Eu vou colocar "Aluno Novo" na folha?
- Ah desculpa, Daniel Jones. - Minha cabeça voou pra longe ao ouvir esse nome, provavelmente Danny era abreviação de Daniel, sorri idiotamente e ele percebeu pro meu azar.
- Ta rindo de que?
- Não, nada é que eu conheci um menino uma vez chamado Danny e sei lá, acho que o nome dele era Daniel.
- Acha?
- É que ele nunca me disse o nome dele inteiro, eu só o conhecia por Danny mesmo.
- E como se conheceram? - Pra quem não queria me falar o nome inteiro ele estava interessado demais no Danny.
- Internet.
- Legal. - Foi a primeira vez que eu o vi sorrindo, sorrindo verdadeiramente olhando diretamente pra mim, meu coração derreteu, mas logo voltou ao seu estado normal.
- Terminei de copiar.
- Que bom terminei com as respostas.
Entreguei a folha à ele, e fitei a janela chovia fraco, e o sol de inverno de mais cedo estava sendo preenchido pelas nuvens densas e cinzas que cobriam o céu de Londres. Não ouvi o sinal tocando, mas senti quando Daniel tocou minha mão falando qualquer coisa.
- Desculpe, não te ouvi.
- Te perguntei se eu posso continuar aqui?
- Pode.
As duas aulas que antecediam o intervalo passaram rápidas, Daniel era bem piadista completamente diferente do que aparentava o menino tímido que só respondia chamada em um sussurro e sempre tirava notas boas.
No intervalo me obrigaram a permanecer no pátio já que a quadra estava molhada demais pra ficar lá, olhei em volta mas não encontrava o Daniel em lugar nenhum... Sem nada pra me distrair mandei uma SMS pro Danny afim que dessa vez ele me respondesse já que a do "Boa Noite" ele ignorou.
"Aulas chatas na sua escola?"
Coloquei meus fones pondo algo animado pra contrastar com o dia "triste" que estava fazendo optei por Jessie J, tem algo mais animado que ela?... Não demorou muito pra eu sentir o celular vibrar no meu bolso.
"Algumas aulas chatas e agora intervalo."
"Mesma coisa, ter de encarar mais três aulas antes de enfim chegar em casa, exigi muito esforço psicológico que eu não tenho."
"Pois é compartilho da sua opinião."
Conversamos até o sinal bater e eu enfim voltar pra sala, pelo menos tinha o Daniel, não era o Danny mais já era um começo.
- Pra onde você vai nos intervalos? - Estava curiosa pra saber se o Daniel não era nenhum louco.
- Não posso te contar.
- Ué, por que?
- Porque se eu te contar, vou ter que te matar. - Disse rindo.
- Para de ser besta, eu só queria saber pra onde você vai.
- Ok, eu vou pra sala de música passar o tempo que posso tocando, mas por que essa curiosidade em saber o que eu faço?
- Eu não vou mais falar com você...- cruzei os braços fazendo bico...- tudo que você diz tem uma ponta de segunta intensão.
- Mais eu sou tão inocente.
- Aham inocente, sei.
As três ultimas aulas passaram rápidas, não demorou muito pra que eu abrisse meu guarda-chuva e saísse andando pelas ruas londrinas não demorou mais que 30 minutos pra que eu entrasse no apartamento me jogando no sofá, já com o not no colo. Tinha lembrado do que a diretora falou sobre trabalhar na escola, e já que o mês estava acabando e eu tinha que fazer minhas compras, necessitava de um emprego urgente. Não sabia que tinha vaga na ala norte da escola, onde ficavam as salas do grupo de teatro, o auditório e a sala de música, não pensei duas vezes antes de colocar meu nome como voluntária na sala de música, não tinha nada haver com o Daniel, eu acho, possivelmente seria como trabalhar em uma biblioteca, fácil e algo que eu amo. Almocei e dei aquela cochilada básica de depois do almoço.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Fireflies 4 CAP


Sábado de manhã, só meus olhos estavam pra fora do edredom fofinho da king size gigante, olhei pela janela e a chuva caía fraca, e com aquele barulinho que embala qualquer sono, decidi me levantar só pra pegar comida e voltar pra minha caminha amada. Passei pela cozinha preparando um lanche digno de uma menina gorda e aproveitei e peguei o not que estava carregando na sala. Voltei e me joguei no meio das cobertas, liguei o not e decidi depois de anos entrar no meu e-mail... O lanche quase caiu do meu colo quando eu vi uma das milhares de mensagens que se perdiam na caixa de entrada...
- Danny... - minha voz saiu como um sussurro, não era normal eu ter lembrado dele no dia anterior do nada e de repente ter uma mensagem dele no meu e-mail antigo. A data indicava que ela tinha sido mandada a um ano atrás.
"Oi Thay, eu tenho que falar com você, eu tenho que saber se gosta mesmo de mim, vou deixar meu número de celular no fim da mensagem. Vou ser bem curto e grosso, se você me ama me liga agora, eu não me importo com que horas vai ser quando receber isso, só me liga eu tenho que ter certeza que tudo isso é real."
Como será que ele havia se sentido nesse ano que eu sequer li essa mensagem, ele devia me odiar muito. Não tinha mesmo nada a perder peguei o número no fim do email e mandei uma sms, a esperança era pouca mas, vai que desse certo. Me deitei cobrindo até os olhos e me entupindo de Doctor Who, esse depois de Harry Potter com certeza era um dos motivos por eu amar tando o UK.
Dormi depois do 25º episódio... Fui acordada por um trovão, olhei na janela e não soube dedusir as horas, estava muito escuro do lado de fora e não parecia que eu tinha dormido tanto. Olhei no celular e a primeira coisa que eu notei era que eu tinha uma mensagem e segundo que eram 18:45hs. Abri a mesma com um sorriso idiota no rosto e ele só se tornou mais idiota quando eu vi de que número ele vinha.
"Quem é você?"
"Adivinha. Dois anos atrás você me jurava amor eterno, e a um ano me pediu pra que eu te ligasse pra você poder ter a certeza que tudo era mesmo real"
"Thay... Meu Deus, eu achei que nunca mais fosse falar com você... Queria que me visse agora, estou sorrindo feito um idiota."
"É Danny, dois anos se passaram, muita coisa aconteceu. Como você está?"
"Bem anjinho e você? Como anda a vida no Brasil?"
"Eu não sei, não estou no Brasil."
"Não acredito que foi pra mais longe de mim ainda?"
"Na verdade, podemos estar mais perto do que pensa."
"Só se estivesse em Londres, por que é aqui que eu estou."
Senti meu coração pular, por um minuto achei que ele rasgaria meu peito e dançaria o mambo no meio do quarto.
"E se eu disser que estou?"
"Eu vou achar que você está mentindo."
"Não estou, te juro."
"Não acredito... Eu te disse que a gente ia se encontrar um dia, eu sabia..."
Tentei mandar outra mensagem pra ele, mas sem créditos ia ser bem díficil. Praguejei em silêncio e me joguei de volta a cama, bufando, meu celular tocou mas a alegria de imaginar quem pudesse ser acabou quando eu vi o nome da Anne no visor.
- Alou. - disse fazendo bico.
- Oiii. Topa sair hoje comigo?
- Pra onde menina?
- Pra Cosmos.
- Que isso?
- Thay por acaso você estava em coma esses dias?
- Por que?
- Cosmos é o pub que o Levi Stuart inaugurou essa semana.
- E quem seria Levi Stuart?
- Puta que pariu. Ele é o jovem mais rico de Londres. Ele tem 18 anos e tipo pode comprar o palácio da rainha se ele quiser.
Soltei um assovio.
- Isso é que é dinheiro.
- Vamos?
Eu não estava fazendo nada mesmo.
- Ta vamos, espero que seja boa.
- Vai ser. Passo ai 22:00hs
- Vou esperar.
Levantei com a preguiça dos mestres e caminhei me arrastando até o banheiro, tomei um banho rápido e fiquei procurando o que vestir, estava muito frio pra vestido, e muito calor pra bancar a esquimó. Optei por uma skinny preta e uma regata branca, All Star preto e branco, e seja o que Deus quiser.
Não demorou muito pra campainha tocar e eu descer, com algumas libras no bolso, meu documento, e o celular...
- Pronta pra dançar a noite toda?
- Não, nunca fui de balada. Mas já que não tinha de mais divertido pra fazer mesmo...
- Ta, eu vou te mostrar como a noite de Londres pode ser agitada.
- Estou pronta.
Saímos em disparada pra rua... Pegamos um táxi e descemos na porta da Cosmos, o som ecoava de la de dentro Foster The People - Houdini. Me alegrei na hora, eles arrebentam... Não demorou muito pra entrarmos e andarmos até a pista de dança... As notas musicais e as batidas alegres embalavam nossos corpos, chamávamos atenção de todos os garotos e até das garotas que nos encarava dançando... Senti uma mão tocando minha cintura e me assustei, mas o êxtase tomou conta de mim quando um par de olhos azuis esverdiados encontraram os meus castanhos.
- Oi gatinha. - Sua voz era rouca e ele sussurrava, arrepiei por alguns minutos.
- Oi. - Sussurrei de volta.
- Como se chama?
- Thay e você?
- Dougie.
- Prazer.
- Prazer só depois. - Ri alto do comentário, ele não aparentava ter muito mais que minha idade. Conversamos, ficamos e nada mais... O relógio no meu pulso marcava dez pras 4 da manhã. Isso queria dizer já pra casa na minha linguagem.
- Licença Dougie, eu vou procurar minha amiga.
- Não vai não... - Ele me puxou pela cintura colando nossos corpos. Tanto tempo sem um namorado, nunca mais gostei de ninguém depois do Danny, me deixei levar.

Fireflies 3 cap


Sexta-feira fria e chuvosa chegou UHULLLLLL a felicidade tomava conta do meu ser, ta pra nascer pessoa que ama mais dias nublados e chuvosos do que eu. Adoro ter uma desculpa à mais pra ficar jogada no sofá, desarrumada, de pijama, com uma caneca enorme de chocolate, me acabando de assistir seriados. Porém tudo isso depois da escola, eu tinha querendo ou não que encarar todo aquele povo da minha sala, fazendo bagunça, berrando, gritando e melhor ainda, eu teria que aguentar isso tudo sozinha, já que a queridinha da Anne resolvei pegar gripe.
A sala não estava tão cheia quando eu entrei, mas pro meu desespero não demorou muito pra renca entrar porta a dentro quase destruindo tudo -ok talvez eu esteja exagerando um pouco-, o moço que senta à minha frente pelo menos compareceu a aula, morrer de tédio eu não vou, posso passar o dia apreciando a beleza do mesmo. Fui tirada dos meus pensamentos que endeusavam o moço quando ouvi meu nome sendo anunciado nos alto-falantes e de repente a sala toda olhava pra mim. O professor da vez -química- me autorizou a sair da sala. Corri até a direção.
- O que a senhorita quer aqui? - disse a secretária com cara de paisagem.
- Chamaram meu nome nos alto-falantes, a diretora quer falar comigo.
- A sim, pode entrar.
A sala da diretora era com certeza um lugar não muito legal de estar, eu sei que eu não tinha feito nada, mas só de estar lá eu já podia confessar que fui eu em tombou a torre de Ibiza, ou então que fui eu quem derrubou o murro de Berlim, estando lá eu poderia confessar que fui eu quem deu ideia pro fã doido matar o John Lennon -ok essa parte eu não confessaria senão era capaz de ocorrer uma expulsão minha do país-. A moça que surgio a minha frente vinda do além era bem bonita, usava saltos altos pretos, uma saia, que fazia conjunto com um blazer, e uma camisa branca, cabelos devidamente presos em um coque, pele pálida pelo excesso de maquiagem, que a deixavam igual a atriz que participou do clipe Mr. Brigthside do The Killers ( Izabella Miko ), completamente bonita.
- Bom dia. - sua voz era doce e meio rouca. Então por que sua sala tinha que causar tanto terror se ela mesma era uma fofura de mulher? Dúvidas.
- Bom dia diretora Dell.
- Sabe por que está aqui?
- Não, que eu me lembre eu não fiz nada. Mas se isso me livra de uma expulsão do país feita pela rainha eu posso assumir qualquer culpa. - Ela sorriu alto, se sentando a poltrona de couro.
- Não Thayná, calma, não fez nada de errado não. Seus pais ligaram hoje de manhã... - ela olhou no relógio que ainda marcava oito e meia... - Mais de manhã...- se corrigiu...- e me informaram que era uma aluna exemplar no colégio onde estudava em São Paulo.
- Vou ser bem sincera com a senhora. Eu não gosto de estudar, mas eu sei que se eu quiser ser alguém na vida eu TENHO que estudar. É como dizem no Brasil, um mal necessário.
Ela riu do meu comentário e assentiu com a cabeça.
- Isso mesmo mocinha, é um mal muito do necessário. Eu mesma quando tinha sua idade, não muito tempo atrás...- sorriu...- queria ser juíza, sabia que fazer direito não era nada fácil, mas eu ajuntei dinheiro pra minha faculdade e me formei, infelizmente não durei muito na profissão, que ainda sofre muito com o machismo, mas tenho meu diploma e sou muito reconhecida e orgulhosa por isso. O que eu queria falar é isso. Eu vejo muito de mim em você, menina determinada, de bem com a vida, feliz e batalhadora, se continuar assim chega longe.
- Obrigada diretora Dell.
- Liza. Pode me chamar de Liza.
- Ok, Liza.
- Não quero te poupar do seu aprendizado, te desejo sorte nesse ano que se inicia e só queria te informar que as vagas pra ajudantes aqui na escola, começam a ser preenchidas hoje a tarde, é só entrar no site da escola.
- Trabalho? Estou mesmo precisando.
Sorri tomando meu rumo de volta pra sala, e qual não foi minha surpresa a não ver ninguém na sala, ainda não era hora do intervalo, então era possível que todos estivessem na educação física, uma das minha matérias favoritas. Perguntei ao inspetor aonde minha sala estava e ele me levou até eles.
- Thayná, onde você estava? Marquei falta. - O professor perguntou.
- Estava com a diretora. - O inspetor assentiu indo de volta pro corredor.
- Ok. As meninas estão jogando vôlei, se quiser só entrar no time de colete azul.
- Professor, posso não jogar hoje?
- Claro, senta na arquibancada e fica lá.
Sorri, caminhando em direção a arquibancada, meu professor era bem do divertido, não cobrava nada de ninguém quer jogar joga, não quer não joga, mas quem não joga está mas possibilitado de ter de fazer um trabalho imenso pra recuperar nota.
Sentei na mesma abraçando os joelhos, meus fones foram rápidos no caminho até minhas orelhas e o som de Stellar - Incubus a tocar foi mais rápido ainda. Eu estava encarando o céu cinza quase escuro, e meus olhos foram caindo, quando dei por mim encarava o menino misterioso, ele estava com seus fones e movimentava o pé no ritmo da batida presumo me entreti tanto olhando-o que não notei quando me olhou de volta, selando um contado visual que eu não queria quebrar. O contato permanecia impecável nenhum dos dois queria quebra-lo e por isso Anne fez o favor de quebrar pra gente, olhei o visor do celular que indicava mensagem da Anne a xinguei mentalmente, de novo. Tentei ignora-la mas ele já não estava mas a 5 degraus de mim, ele já se encontrava do outro lado da quadra indo pra qualquer lugar longe de mim.
"Eai periguete, é assim que falam vagaba no Brasil né? Ausaush, como ta a escola sem minha presença?"
"É Anne é periguete mesmo e só te digo uma coisa. Vai se foder."
" O que eu fiz amiga?"
"Você me interrompeu em algo muito importante."
"O que é mais importante pra você, que eu?"
"Primeiramente, qualquer coisa é mais importante que você pra mim... - mentira amiga te amo...- eu estava em um assunto divertidíssimo."
"Com quem?"
"Depois de conto."
"Pode falando agora"
"NÃO DÁ, SINAL ACABOU DE BATER."
Não era necessariamente uma mentira o sinal tinha mesmo acabado de bater, salva pelo gongo, eu não queria contar nada disso pra ela ainda mesmo. A aula de Educação Física antedecia o intervalo então permaneci no mesmo lugar, agradecendo da quadra ficar aberta durante o intervalo. Seria tortura demais ter que levantar de um lugar quentinho e me sentar em um lugar frio... Gelado.
Meus pensamentos voltaram dois anos no tempo, quando eu tinha 15 anos e como aquele foi o ano mais maravilhoso da minha adolescência.
Flash Back - on
Era noite em São Paulo, depois do jantar corri pro meu quarto me sentando em frente ao computador esperando um e-mail dele, Danny, era como o conhecia. Fazia alguns meses que nos conhecíamos, alguns meses que trocávamos emails, minha mãe sempre me alertava sobre isso de conhecer pessoas na internet, mas algo nele me passava confiança, mesmo que eu nunca o tivesse visto, não soubesse como ele era. Eu sabia que eu podia confiar nele, e eu realmente podia confiar nele... Meu coração saltou do peito quando vi na caixa de entrada o número 1 avisando de um novo e-mail recebido, era dele e nesse momento no meu mundo o sol brilhou mais intensamente...
"Oi, desculpe demorar tanto pra responder é que infelizmente meu irmão mais velho voltou do exército e né, tudo ele nada pra mim, isso inclui minha internet. Estava com saudades de conversar com você, foram as 3 semanas mais deprimentes na minha vida. Como de costume, vou te contar do meu dia. Hoje levantei cedo pra ir pra escola e adivinha o que pousou em mim quando eu levantei da cama? Isso mesmo uma barata, e não era uma baratinha normal de banheiro, era aquelas cascudas, que voam, que dão medo em qualquer um, eu sei que eu quase morri do coração. Me deu uma taquicardia, achei que minha hora tinha chego, jurei que estava vendo a luz. Mas ai ela decidiu que não ficaria em mim e voou pra baixo da cama. Devo ter gastado um vidro de inseticida naquela peste. Depois do episódio da barata, eu tomei banho, coloquei minha roupa quentinha, aqui em Bolton ta frio e nevando, espero que ai em São Paulo esteja quente. Desci com a minha mochila, tomei café, briguei com meu irmão por causa de uma panqueca que ninguém comeu já que meu pai fez show e quem comeu foi ele. E por fim, fui pra escola. E lá eu só dormi, por que isso é o que eu faço de melhor nas aulas. Me conta do seu dia e desculpa o e-mail gigante. Fica com Deus anjinho, se tudo der certo amanhã eu te mando outro e-mail. Beijos, e eu te amo. É eu sei que tenho que parar de falar isso pra você mas, todo dia eu fico olhando pra lua imaginando como seria estar do seu lado pequena. Não ligo pro que os outros dizem, eu sei que você é real e sei que o que eu sinto por você é real. Não vejo a hora de te ver, te tocar, te abraçar, sonho todo dia com isso. Um beijo na ponta do nariz e sonha comigo"
Toda fez que o Danny me mandava um e-mail era a noite que eu ia dormir chorando, como pode alguém se apaixonar por um pessoa que está a um oceano de distância e saber que isso é tão forte que ultrapassa as barreiras e é fiel, e é real? Eu sabia que o amava, de um jeito ou de outro eu sabia que era verdade. O respondi e me joguei na cama, dormi sorrindo imaginando o dia que eu finalmente o abraçaria.
Flash Back - off
Dois anos se passaram, dois anos que não nos falávamos, idai que eu estava em Londres? Bolton não é nenhuma cidade vizinha e também quantos Danny's deve existir lá, eu não podia simplesmente chegar e sair perguntando: "Ei você conhece o Danny? Sabe onde ele mora?". Seria como pedir pra me chamarem de doida. A única coisa que eu lembrava dele é que ele foi o primeiro e o único cara por quem eu me apaixonei.
Senti um cutucão na minha perna e encarei a figura masculina à minha frente.
- Mocinha o horário de intervalo acabou, já pra sua sala. - Assenti pro inspetor caminhando em passos lerdos até minha sala, onde encarei uma aula de filosofia e duas de matemática.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Fireflies 2 cap


2º CAP
Segunda-fria-feira de manhã cai do sofá literalmente corri pra dentro do banheiro tomei um banho de 5 minutos e sai pelo apartamento me vestindo. Peguei as coisas da aula e sai em disparada. Andando com um capuccino na mão ouvindo Blink 182 é padecer no paraíso, até começar a chover e você ter de correr pra escola como se o mundo fosse acabar.
Subia as escadas com receio querendo assassinar a Anne que não estava no portão como prometido, ok que o dilúvio caía lá fora, mas ela me prometeu, podia estar chovendo vaca, ela tinha que estar lá. Olhei rapidamente nas listas de alunos e não demorou muito pra que eu achasse meu nome, com a sala e o número do armário ao lado. Caminhei até o meio do corredor, abri o armário com certa dificuldade, joguei o que tinha pra jogar lá e corri pra sala. Me deparei com o par de olhos castanhos claros da Anne sentados na ultima carteira, perto da janela, antes de chegar perto a xinguei muito mentalmente.
- Bom dia gata.
- Te odeio.
- Por que?
- Você me abandonou. Disse que ia estar lá no portão e não estava.
- Mas eu to aqui não to?
- Ta, ta. Não fala comigo.
Dobrei meus braços sobre a mesa e afundei minha cabeça ali, já que pra minha sorte o primeiro professor do dia não tinha vindo, por causa do temporal. Estava quase dormindo quando senti o cutucão da Anne nas minhas costas. Olhei pra ela com ódio.
- Eu disse que não quero falar com você.
- Ta, mas pelo menos olha pra frente.
Meu foco sumiu quando o vi, meio molhado pela chuva, um moletom dos Beatles, jeans preta, e tênis surrado, um sorriso se abriu instântaneamente nos meus lábios.
- Quem é ele?
- Não sei, nunca o vi. Deve ser novo. E ao julgar pela aparencia não é daqui.
Ele notou que meu olhar não saia dele e caminhou em minha direção, se sentou a minha frente mas não disse uma palavra se quer. As aulas passaram rápidas, e quando menos percebi era hora de ir embora.
Dei tchau pra Anne e coloquei meus fones indo em direção meu apartamento. A preguiça de andar 5 quadras me consumia então resolvi parar no ponto de ônibus mais perto. Era a primeira vez que eu andava em um ônibus de dois andares... Me senti a princesa Kate só que sem o glamour dela. Cheguei rápido em casa, subi na mesma velocidade e me tranquei apartamento a dentro. O frio que fazia do lado de fora era coisa de outro mundo.
Almocei, hibernei, tomei café da tarde, hibernei, jantei, hibernei. Acordei, aula AGAIN.

Fireflies


Prólogo
"Brasil - São Paulo uma garota 15 anos, conhece um garoto de Bolton no Reino unido um oceano de distância que pode não ser tão longe assim. Os anos se passaram, mas algo ainda à liga à ele?"

1º CAP 

Não fazia muito tempo que eu tinha me mudado do Brasil, pra tentar a vida em Londres, confesso que no começo eu pensei em desistir da bolsa que eu tinha ganho, não sabia se tinha independência o suficiente pra ir morar sozinha em outro país, mal falando a língua deles e com 17 anos, sabendo que qualquer coisa que eu fizesse poderia me deportar ou me mandar pra Interpol, o medo me consumia. Não que eu fosse uma ladra, muito menos uma psicopata, mas qualquer coisa que eu fizesse poderia me mandar pra diante de um juiz, as leis no Reino Unido não são iguais as leis do Brasil, nem de longe.
Era a primeira vez que eu saia sozinha pela cidade em 5 semanas. Logo esse dia que eu teria de comprar os materiais pra escola Anne ~minha companhia inglesa~ não poderia ir. Quem ia me corrigir se e eu falasse algo errado? OMG e se eu me perdesse como eu ia voltar pro apartamento. Estou morta.
Andei até o centro de comércio de Londres, achando que em algum momento eu acharia um beco diagonal e estaria salva, mas isso não aconteceu.
Pelo menos eu achei a loja procurada sorte a minha que nela eu encontraria tudo que eu precisava pras aulas. Livros, cadernos especiais, canetas, lápis e tudo mais que se precisa em uma escola. Fiz a compra e voltei pra casa sã e salva. Larguei as coisas sobre a bancada da cozinha e me joguei no sofá atendendo o telefone.
- Morreu? - Anne debochava por que ela mora lá, ela não está perdida e ela fala inglês fluente, queria vê-la se dar bem assim em São Paulo.
- Não, mas quase. Me perdi diversas vezes antes de enfim chegar na loja.
- Coitadinha. Desculpa eu não poder ir com você, meus pais me queriam aqui no aniversário do meu irmãozinho.
- Não tem problema, eu não morri então ok.
- Nos vemos amanhã na aula, tchau.
- Tchau.
Peguei o not e o coloquei no colo, queria saber se tinha noticia do Brasil. Não tinha, frustrei. Estava morrendo de fome joguei o not no sofá e corri pra cozinha, preparei um x-cozinha de responsa e liguei em qualquer canal à cabo. Dormi.