sábado, 9 de março de 2013

Deteriorate 6 cap


Ok, eu já estava ficando completamente louca. James no consultório me tentando ao proibido e Danny que some e aparece quando quer. É eu no meio disso tudo, pirando.
- THAYNÁ.
Minha mãe berrou me fazendo assustar e sair dos meus devaneios. Desci correndo.
- Fala mãe.
- Seu pai ligou e disse que vai demorar, e eu vou sair. Fica bem?
- Pode deixar.
Subi depois de preparar um lanche, me jogando na cama...
- Danny. Danny cade você? Eu preciso de você.
Sussurrei antes de escorregar meus dedos para minha intimidade, os olhos azuis me fixando, e mesmo que eu soubesse que eu mesma me tocava sentia a mão dele me guiando, subia e descia. Minha respiração ofegava e eu sentia o orgasmo se aproximando.
- DANNY.
Gritei antes do fim, dormindo logo em seguida.
*****
Levantei horas depois com meu celular berrando na minha orelha.
- Alo? - Minha voz estava sonolenta.
- Thay. Aqui é o James, te acordei?
- Na verdade sim, mas eu agradeço. Me ligou para...?
- Quer sair comigo?
- E o que eu vou falar pra minha mãe?
- Vem, por favor.
- Ok, eu vou.
Desliguei me levantando indo em direção ao banheiro. Tomei um banho colocando um jeans preto, um all star surrado e uma blusa de frio.
Desci a passos largos ligando pra minha mãe.
- Thay o que foi?
- Meu amigo me chamou pra sair, deixa?
- Ok. Mas não volta tarde;
- Pode deixar mamãe. - Ela riu e eu desliguei procurando uns trocados e minha chave... Alguns minutos depois James me mandou uma mensagem avisando onde estaria.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Deteriorate 5 cap


Estava eu andando pelas avenidas de Vancouver.
- Ahhm desculpa...- disse após bater sem querer contra alguém.
- Nada não. - Já posso morrer feliz, que olhos são esses, minha respiração descompassou sozinha, ele sorriu me estendendo a mão.
- Daniel Jones.
Apertei  mão dele sentindo uma corrente elétrica passando pelo meu corpo, sorriu descaradamente ao notar o ocorrido comigo.
- O que faz aqui tão tarde?
- Voltando pra casa. E o senhor?
- Indo pra casa também. Eu já me apresentei e você?
- Thayná, mas pode me chamar de Thay.
- Ok Thay, me deixa te levar pra casa?
- Melhor não. Afinal você estava indo pra sua casa não quero te atrapalhar.
- Minha mãe pode esperar, então pra que lado.
- Enfrente, esquerda, direita, direita em frente.
- Então vamos.
Caminhamos lado a lado até a segunda esquina, Daniel me empurrou pra um beco, seu corpo travava o meu e admito sentir seus músculos bem formados prensando meu corpo não era tão ruim assim, mesmo sob aquelas condições. Ele pode não ter notado ~acho difícil~ mas eu estava entregue e nada mudou quando sua boca tocou meu pescoço.
- Danny, por favor, não faz isso.
- OK.
Ele parou, ELE REALMENTE PAROU. Não era pra ele parar de verdade.
- Danny.
Ele fez a maior cara de quê. Fofo.
- Sim, Thay?
- Não era pra parar.
- Ah, não era não? - Ele se aproximou de mim...- Então eu posso continuar?
- Pode.
- Mas agora eu não quero.
Me puxou pela mão e fomos embora.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Deteriorate 3 e 4


Escola, desgraça eterna. Levantei da cama com uma preguiça eterna, tomei um banho e fui me arrumar.
- MÃE TO PRONTA.
Desci as escadas correndo me sentando no balcão e pegando minha caneca e algumas torradas.
- Bom dia Thay.
- Bom dia mãe.
- Bom dia anjo.
- Bom dia pai.
- Hoje você tem médico.
Eu havia esquecido que eu era louca, depressiva e que minhas cicatrizes pelo menos uma vez me deixaram esquecer.
- Ok. Quem me leva?
- Sua mãe. Eu vou sair mais tarde hoje.
- Então vamos mãe.
Ela assentiu e saimos.

4 *continuação do 3*

Que frio... Entrei no consultório me sentando em uma poltrona fofinha e esperando a minha vez.
- Thayná. - Ouvi uma voz grossa me chamando e levantei quase caindo de novo. Que par de olhos claros são esses, que loiro, que corpo.  Para maioria das mulheres a fantasia é de um bombeiro ou policial, a minha acabou de se transformar pra um psiquiatra, onde sanidade já não faz falta. Acho que não era só eu que estava o secando. Parece que a fantasia dele que antes pudesse ser uma enfermeira ou uma professora, passou a ser uma paciente ingênua (ou nem tanto), que sofre de TPB.
- Pode entrar.
- Obrigada.
Me deitei no divã o olhando se sentar em sua poltrona que parecia tão confortável quanto.
- Como é seu nome?
- Dr. Bourne, James Bourne.
- Prazer.
- Me conta. Como anda sua semana?
- Está ótima, eu não pensei em nada trágico, na verdade eu nem me lembrava da doença até minha mãe falar que eu tinha consulta.
- Isso é muito bom.
Sorriu me fazendo sorrir também. Querendo ou não aquela perdição de olhos verdes estava me tentando ao proibido. Foi a uma hora e meia mais rápidas da minha vida.

Deteriorate 2 cap


- EU SABIA QUE TU IA FICAR DOENTE.
Minha mãe estava berrando na minha orelha com o prato de sopa na mão, a orelha já que minha cabeça estava em frangalhos.
- Mãe pelo amor de Deus para de gritar e me da logo a sopa que eu to com fome.
- Ta bom paga toma e não ouse se levantar dessa cama.
Assenti e ela me deixando eu, a sopa e a bundinha linda do Tate, Kit Walker, Evan Peters o lindo...
Eu não assisti muito já que eu dormi na meio EP.
- Thayná acorda.
A voz grossa que me tirava das desventuras com o Evan era meu pai.
- Pô, pai eu ia beijar o Evan.
- Quem é esse?
- Deixa pra lá. Fala o que tu quer?
- Sua mãe disse que estava doente eu vim saber como você está?
- Eu to bem...~espirro~... Mais ou menos.
Sorrimos.
- Sua mãe ta te chamando pra comer da pra descer?
- Eu não to morrendo só vou tomar banho e já desço.
Ele sorriu e desceu. Me levantei e fui tomar um banho quente e aconchegante. Sai de la parecendo uma uva passa.

domingo, 3 de março de 2013

Deteriorate 1 cap



Prólogo...
Sentia-o pesar na minha alma, ele estava perto, perto demais... Podia sentir sua boca em minha orelha, que poderia me arrepiar se não me dissesse algo tão macabro.
- Eu sinto sua falta.
- Meu amor, um disparo e viveremos juntos. Ninguém nunca vai nos separar. Nunca mais.
- Vai doer!
- Não vai.
Ele desapareceu. Me joguei na cama afim de esquecer o que tinha acabado de acontecer.
Ouvi disparos vindo do andar de baixo arregalei os olhos antes de descer aos tropeços.
Os corpos dos meus pais no chão indicavam o crime, a arma na mão de Danny indicava o assassino.
- O QUE VOCÊ FEZ?
- Eu fiz? Eu não fiz nada...
O som estridente da porta sendo derrubada ao chão me fez "pular" de susto.
- Foi ele. Danny matou minha família.
Eu chorava enquanto Danny ria compulsivamente.
- Ele quem? Não tem ninguém aqui.
- Tem sim, ele está ali.
Apontei para onde antes ele se encontrava não havia nada ali... O espelho da sala de estar refletia em mim o sangue dos meus pais e a arma do crime... Minha visão ficou turva eu já não sentia nada, a voz de Danny ainda ecoava em minha mente.
"eu sempre fui parte de você. Eu sou você. Pra sempre"

                                  1ºCAP

As ruas dessa grande cidade chamada Vancouver se tornava chata e entediante em meio de uma chuva nevosa, se é que essa palavra existe, as pessoas trancadas em suas casas com seus chocolates quentes, seus filmes e suas pipocas. Mas como eu nunca fui normal. Foda-se.
Mas ai você me perguntar o que eu to fazendo em Vancouver. Eu acabei de me mudar de São Paulo e vai ver que é por isso que eu ti no meio de uma nevasca sozinha na rua sem ligar.

sábado, 2 de março de 2013

Fireflies 11 cap - EVERYBODY KNOWS THE END


O dia seguinte amanheceu parcialmente, as grossas nuvens que indicavam a chuva que viria e a neve fazendo-se presente nas ruas, indicavam um dia triste e fraco aquele que causaria uma "depressão climática", mas pra mim parecia um típico dia primaveril de Setembro, o sol brilhando sem esquentar a matar pessoas de calor, as flores nascendo lindas e belas nos jardins, os pássaros cantando voltando do sul, era com certeza um dia lindo aos meus olhos. E ele só se tornou mais perfeito ao ver o Danny dormindo ao meu lado, ele era lindo dormindo parecia um anjo, perfeito. Mas era um absurdo aqueles diamantes azuis ficarem cobertos daquela maneira.
- Bom dia amor... - Me assustei quando ele falou comigo sem nem mesmo abrir os olhos.
- Que susto Danny, não sabia que estava acordado.
- Estou acordado a um tempinho, só com preguiça de abrir os olhos.
- Não faz isso comigo, eu amo seus olhos. Não os cubra desse jeito.
- Ok... - Aquelas orbes azuis me atacaram com firmeza me fazendo estremecer mesmo que deitada... - Melhor assim?
- Muito... - Sorri me levantando pegando a camiseta do Danny e vestindo.
- Onde vai?
- Comer alguma coisa. Quer?
- Por favor.
Fui até a cozinha preparando torradas e chocolates, levei tudo pra sala numa bandeja a deixando no tapete. Liguei a TV deixando passar qualquer coisa do canal matinal do Danny de esportes.
- Morangos? - Me ofereceu.
- Por favor.
"É Howard que a campanha do Bolton essa temporada não é das melhores, perderam pela terceira vez seguida e dessa vez pro Manchester Unit. Que com a saída do técnico também não faz sua melhor campanha."
Danny bateu na mesa com certo nervoso. O olhei receosa.
- Leva a sério isso de futebol em?
- E você?
- Se eu levo a sério? Amigo, eu assisto todos os campeonatos que estão ao meu alcance. - Soltei um beijo no ar. Fazendo o rir.
Tomamos um café reforçado e prazeroso. Assim que o relógio marcou 10:50 hs me arrumei rumando minha casa.
Lembra daquele dia primaveril que estava fazendo no meu mundo? Voltou a ser o frio e feio de inverno sem o Danny era assim, tudo frio e triste. A menos de 24 horas dali eu estaria indo embora e sem saber quando o veria de novo.
O dia passou como um passe de mágica e a única lembrança que eu tinha do Danny que poderia levar comigo seria seu cheiro impregnado em minha pele da noite passada e com certeza minhas melhores lembranças. Esquentei uma xícara de chocolate antes de me deitar. Sentei na berrada da janela observando as luzes da cidade. Sorri inocente, bocejei desajeitadamente alarmando a mim mesma que o Morfeu meu amiguinho me chamou pra dar uma volta.
O som do telefone tocando me tirou do meu passeio com o Morf. Atendi coçando os olhos e me sentando com dificuldade.
- Bom dia, senhorita Thayná Lee. - Fazia tanto tempo que eu não não ouvia alguém dizer meu nome inteiro que demorei a assimilar meu próprio nome.
- Bom dia, sou eu sim.
- Só estamos ligando pra confirmar o vôou das 10.
- Confirmado.
- Obrigado. Tenha um bom dia.
- Pra você também.
Já que já tinham me acordado as 7 horas da manhã, nada mais justo que eu começar a me arrumar devidamente. Tomei um banho coloquei uma jeans e um sobretudo, meus tênis e peguei minha bolsa e desci pra tomar um café digno antes de ir pro aeroporto.
Pensei em ir no Danny antes de voltar pro Brasil. Mas sabia que se eu visse aqueles olhos azuis perderia toda a coragem e vontade de voltar pro Brasil. O relógio marcava 08:50hs era a hora de ir embora. Entrei no táxi com os olhos marejados de lágrimas, tudo que eu queria era que o Danny fosse no aeroporto dizer que está disposto a me "sequestrar" e dizer que não quer que eu volte pro Brasil, me pedisse pra que eu ficasse com ele ali pra sempre. Mesmo assim não poderia me basear em instinto feminino, mesmo que ele já estivesse certo umas outras vezes com o Danny mesmo.
Minhas pernas sacudiam sozinhas em extremo nervosismo, em poucos momentos anunciariam meu voou e não daria tempo de me despedir do Danny. Estremeci ao ouvir o voou sendo anunciado nos auto-falantes, peguei as malas e caminhei a sala de embarque. Ouvi a voz sobre-saltando entre as muitas que ecoavam pelo aeroporto, me virei o vendo chegar a mim, aqueles olhos azuis me faziam ferver por dentro. Esqueci o mundo e o abracei sorrindo tão abertamente que minhas bochechas formigavam.
- Thay, eu não vou deixar você ir embora. Você fica.
- Mas Danny aonde eu vou morar?
- Comigo, eu já falei com meus pais e minha mãe quer muito te conhecer, meu pai disse que vai aumentar a "mesada" pra gente poder ter do bom e do melhor, eles querem te conhecer. Tudo está arrumado. Fica vai.
- E minha família?
- Thay, eles vão ficar bem... A gente pode ir pra lá sempre que quiser.
- Então, eu fico. - O beijei apaixonadamente, e o abracei na mesma intensidade. Acho que algo me ligava à ele. Estava tudo tão perfeito que no começo eu nem acreditei.
Voltei pra casa do Danny, arrumei minhas coisas no armário que ele mesmo pediu e caminhei pra um banho antes de ligar pra minha mãe avisando que eu ficaria aqui por tempo indeterminado. Desci depois de devidamente tomada banho.
- Falou com a sua mãe?
- Falei, e ela me fez jurar que eu não vou deixar de estudar. E ela quer te conhecer. Disse que precisa saber quem foi o menino que me virou a cabeça. - Sorri o acompanhando.
- Ela vai me amar.
- Convencido pacas em moço.
Sentamos no sofá acompanhando algo que passava a televisão. Eu estava feliz, como nunca antes.
Era noite quando ouvi a campainha tocando, abri já que Danny estava tomando banho... Sorri ao ver quem era. Dougie meu anão favorito.
- Thay?
- Eai tigrão.
- Pensei que tinha ido embora.
- E eu ia, mais seu amiguinho. Foi me sequestrar no aeroporto, então agora eu vou morar aqui.
- Ae sim em... E ele onde está?
- Tomando banho entra ai, daqui a pouco ele desce.
Não demorou muito até Danny descer e se deparar comigo e com o Dougie brigando por causa do controle. Se ele ão chegasse ia rolar briga feia.
- Que isso na minha sala? - Disse rindo.
- Sua namorada, querendo mudar de canal.
- Mais eu não queria mudar de canal, só queria ficar com o controle na mão.
- Uhhum, sei.
- Para os dois. Dougie o que faz aqui?
- Eu pensei que a Thay ia embora. E vim confirmar com você se ia pra Austrália comigo.
- Eu vou e a Thay também.
- Então amanhã. Meio dia o voou sai, por favor não se atrasem. - Dougie sorriu, saindo.
- Amanhã, trocar o frio inglês. Pelo calor australiano. Isso que é vida. - Danny me disse sorrindo de orelha a orelha.
- Isso mesmo. Calor, calor, caloooor.
Fomos dormir depois de arrumar as malas. Queria só ver a cara da Anne quando eu chegasse la. Espero que o Dougie não se manifestasse.
Senti lábios quentes mordendo e sugando a pele do meu pescoço. Gemi seu nome baixo.
- Que belo jeito de acordar. - Sorri.
- Não viu nada. - Sua mão passeava pela minha barriga e sua boca não largava meu pescoço, seu corpo apertou mais o meu e sua exitação já estava bem percepitivel. Me virei pra ele selando nossos lábios, suas mãos habilidosas se livraram das minhas roupas e as minhas da dele. Ele se fundia à mim e nossos gemidos eram abafados pelos beijos. Caímos um a cada lado da cama. Respirando forte. O relógio marcava 10 pras onze.
- Melhor levantarmos. Se não vamos perder o voou.
- Ok anjinho.
Levantamos com uma certa lerdeza, caminhamos até o banheiro fazendo questão de tomar banho juntinhos.
Coloquei um shorts e uma regata, um sobretudo por cima. Danny colocou uma jeans preta e uma camisa xadrez, tênis. Pegamos nossas malas e caminhamos pro aeroporto. O embarque demorou um bom tempo, acho que tínhamos chegado cedo demais ao aeroporto.
Me sentei ao lado do Danny entrelaçando nossos dedos. Beijei seu rosto acariciando-o com o nariz...
- Eu te amo.
Ele já dormia e possivelmente nem ouviu, me aconcheguei em seus braços e dormi também.
Um selinho me acordou e os olhos de Danny nos meus me fizeram sorrir.
- Chegamos?
- Sim. Vem. - Danny me deu a mão e saímos do avião. O sol australiano estava me torrando, encontramos com Dougie no saguão de desembarque e pegamos um táxi pra casa da Anne.
- Dougie, você não contou pra Anne que eu vinha?
- Não. Achei melhor fazer surpresa.
- Obrigada.
As ruas cheias de pessoas bonitas, de um lado casas gigantes e incríveis de outro o mar, o oceano alguns barcos no horizonte, alguns surfistas na praia, garotas com biquínis pequenos... Até me lembrava o Brasil.
A esquina da casa de Anne pude vê-la de cabelos soltos óculos escuros, um shorts minusculo e a parte de cima de um biquíni. Descemos chamando atenção dela que correu pra me abraçar.
- Você não estava no Brasil?
- Não, no ultimo minuto o Danny me sequestrou do aeroporto e me chamou pra morar com ele. Aceitei.
- Que fofo. - Disse antes de começar um beijão com o Dougie.
Depois das saudades devidamente mortas ela nos mostrou os nossos quartos e mal deixou que descaçássemos, o relógio ia bater as 5 da tarde e ela anunciou que as cinco e meia era pra todo mundo estar pronto pro luau na praia.
- O que vai vestir?
- Danny é um luau. O que acha que eu vou vestir?
Ele riu me jogando um travesseiro. Devolvi e vesti o biquíni tomara que caia, coloquei um shorts e uma regata cumprida, chilenos e me sentei na cama pra esperar o muso do Danny se preparar pra atravessar a rua e chegar a praia. Devidamente prontos descemos encontrando o casal ternura admirando as alianças. Olhei a minha e a do Danny e percebi que estava vivendo um sonho. Que eu nunca queria acordar.
Nos sentamos na areia, em volta de uma fogueira.
- Esse ano foi maravilhoso. - Anne foi a primeira a se manifestar.
- Muita coisa aconteceu, muita música e muita paixão. - Dougie continuou.
- Coisas do passado que estão fazendo parte do presente e que com certeza estaram no nosso futuro. - Danny me abraçou de lado.
- É talvez o destino reserve coisas loucas pra nós, coisas que nem imaginamos que poderiam acontecer... - Fui a ultima a dizer. Anne levantou me puxando pra acompanhar o por do sol, os meninos se sentaram ao nosso lado... Danny não demorou nem 1 segundo antes de me beijar. E algo me dizia que Anne e Dougie faziam a mesma coisa.
- Eu te amo anjinho. - Foi a ultima coisa que eu ouvi antes de ser puxada pra água pelo Danny mergulhando com ele no que foi, o melhor ano da minha vida.
                                                    FIM

sexta-feira, 1 de março de 2013

Fireflies 10 cap


As semanas passaram e com ela veio enfim o inverno, minha estação do ano favorita, se ela não acompanhasse minha volta pro Brasil.
Acordei com dor de cabeça, acho que pelo fato de ter chorado até dormir pesando em como dizer pro Danny que estava na minha hora de voltar. Anne já tinha ido, Dougie já estava mal, e agora comigo indo embora como Danny ajudaria o amigo estando pior que ele? O chamei pra conversar...
Desci devagar as escadas, minhas malas já estavam arrumadas a única coisa que eu queria era que aquilo tudo fosse um engano que eu não precisasse voltar. Mas se eu não voltasse pra minha casa, onde eu iria morar? Não tinha dinheiro o suficiente pra morar aqui e ainda me sustentar, nem trabalho eu tinha já que meu ano escolar tinha terminado. Tudo estava contra mim. Meu coração estava doendo.
Fui tirada dos meus pensamentos pelo som da campainha tocando, sabia que era ele, aquilo fez meu coração quase parar, falhar por algumas vezes, enxuguei algumas lágrimas que brincavam na ponta dos meus olhos. A neve que caia calma do lado de fora não fazia júz ao turbilhão de coisas que aconteciam do lado de dentro. Dentro de mim.
Abri a porta tentando corresponder ao sorriso contagiante que eu recebi, senti o mundo à minhas costas de culpa quando percebi que eu arrancaria sem pudor aquele sorriso que eu tanto amava.
- Thay, o que foi? Você estava chorando? - Dei passagem pra que ele entrasse.
- Não me respondeu, estava chorando?
- Não Danny... - Me amaldiçoei ao responde-lo com a voz mais embargada e falha do mundo...- Talvez estivesse. Qual o problema?
- O problema é que eu não sei o motivo. - Ele chegou perto de mim, sorrindo fraco e secando algumas lágrimas. Me abraçou e isso só fez com que eu soluçasse em seu peito.
- Você é o motivo. - Olhei em seus olhos, azuis brilhosos, perdendo gradativamente o brilho, se tornando azuis opacos e quase sem vida.
- Eu? Mais o que eu fiz? - Ele parecia preocupado e ainda não me largava de seus braços, ele me apertava a si mais ainda. Nada do que ele estava fazendo estava ajudando pro que eu tinha que falar. Seu cheiro embriagante, seus olhos nos meus, seus braços fortes me cercando, sua voz fazendo meus joelhos falharem, como conseguir abandona-lo?
- Danny, eu tenho que falar com você. - Me soltei de seus braços me sentando no sofá, ele se sentou ao meu lado olhando ainda atento meus olhos.
- Diz... - Incentivou pra que eu continuasse.
- Eu vou... Embora... - Pude ver quando o brilho dos seus olhos se esvaiu completamente tornando opaco e sem vida, algumas lágrimas bricavam no canto e ele não se preocupou de limpa-las quando elas caíram, fiz isso pra ele, ou tentei antes que ele prendesse meus punhos. Um tanto quanto forte demais.
- Por que não me disse antes? - Sua voz não tinha a mesma paixão e doçura de antes, era fria e grossa, como se ele me culpasse por deixa-la assim.
- Pensei que sabia, sinceramente quando me contou de tudo, como conhecia a Anne como sabia que eu viria pra Londres, achei que ela tinha te contado que era apenas um intercâmbio de um ano, e que depois do terceiro eu voltaria pro Brasil, ou me sustentaria sozinha aqui. E Danny, onde eu vou trabalhar? Onde eu vou morar? Amo você, muito, e os meninos cara eles foram a melhor coisa que aconteceram na minha vida, amigos de verdade e Anne ela e eu somos amigas antes mesmo de eu conhecer você. E agora ela foi embora. Queria muito que me prendesse aqui. Mas eu não posso jogar o meu mundo nas suas costas e fingir que está tudo bem... - As lágrimas se tornavam mais grossas e eu tremia de nervoso... - Mas não está. - Tentei abraça-lo, ele recuou, me fazendo soluçar, e as palavras a seguir me deixaram pior do que eu jamais fiquei.
- Eu não sou motivo o suficiente pra você ficar? Eu não sou bom o bastante pra você Thayná? Eu não sou, ou era, o amor da sua vida? E agora me diz que vai embora. Simplesmente ir embora. Pior espera o ultimo momento pra me contar, eu acho que você não me ama nem metade do quanto eu amo você.
Ele se levantou do sofá, caminhando lentamente até a porta secando lágrimas, o estrondo dela me assustou, minhas mãos no rosto era a única coisa que me faziam aliviar as dores que eu sentia. Chorei feito uma criança, odiava aquela sensação de ver o cara que eu sempre amei ir embora e não fazer nada.
Era o Danny, amor da minha vida, combatendo de frente com a minha família, minha mãe, meus tios, meus primos, meus amigos de São Paulo. E os daqui Dougie, Tom, Harry, até mesmo Anne que não passa uma tempo de férias pra vir pra cá e agora com a promoção dos pais dela e o nascimento do Julian estavam até pensando em irmos todos pra lá ficar um tempo na Austrália. Tanta coisa me era promissora aqui. Mas eu tinha saudades de lá. Tudo estava uma bagunça. Que eu estava impossibilitada de arrumar. Estava completamente dividida, entre Londres e São Paulo.
Amanheceu o dia e os raios do sol fraco de inverno que aparecera mesmo na temperatura negativa me acordou já que a sala não compartilhava de cortinas escuras como as do quarto. Levantei meio mole me equilibrando nos móveis até chegar no meu quarto, me jogando na cama quente apenas pra dormir mais um pouco antes de ter que encarar a compra da passagem de volta.
Um pouco mais tarde naquele mesmo dia meu celular se encarregou de me tirar do sonho bom que eu tinha com o Danny, era Anne.
- Oi amiga. - Sua voz era alegre e sonora, as vozes no fundo indicavam que não estava sozinha, um bebê rindo me fez rir fraco, Julian deveria ser tão lindo e fofo, por um minuto senti inveja da felicidade que ela sentia, que eu não partilhava nenhum décimo.
- Oi Anne. - Tentei mostrar alegria mas fui pega no flagra.
- Está tudo bem?
- Não.
- O que houve?
- Eu vou voltar pro Brasil.
- Mas e o Danny?
- Eu achei que quando tivesse contado pra ele que eu viria pra cá tinha contado que eu só ficaria um ano. Quando me disse que não contou tive que fazer eu mesma. Ele não gostou muito de ser o ultimo a saber.
- Você deve estar mal.
- Eu estou mal, ele está mal, o Dougie está mal por causa de você. Todo mundo está um caco, Londres está tão triste.
- Não fica assim amiga. Tudo vai dar certo no final.
- Assim espero.
- Eu tinha te ligado pra saber se a viagem pra cá estava de pé, mas parece que não.
- Infelizmente.
- Eu vou desligar amiga. O Julian ta chorando e meus pais acabaram de sair... E como sempre o Boobs está jogando vídeo-game, tudo sou eu nessa casa.
Sorri com o cometário da minha melhor amiga.
- Tchau menina, cuida dos seus irmãos.
Ela sorriu e desligou, a pequena fonte de alegria que ela me passou se esvaiu quando encarei a janela e a neve caindo sem pudor algum. Tomei um banho rápido coloquei uma jeans, um moletom peguei minha bolsa e sai em direção ao aeroporto pra comprar a passagem.
- Só de ida pra São Paulo.
- Voou direto?
- Por favor.
Comprei a passagem com dor no peito e voltei pra casa dali 72 horas eu estaria no voou de volta pro Brasil, quando eu poderia estar viajando com Dougie e Danny pra Austrália.
Na esquina da Av. Lermam, com a Rua. Savvage, eu pude ver o prédio do Danny, aquele azul se destacando no meio de todos aqueles opacos, incluindo o meu. Tomei um gole de coragem espirando fundo antes de passar direto pelo meu prédio e entrar no dele. Sem pensar apertei o número 7 no elevador, batia com as unhas na porta, elas demoravam tanto pra abrir ou seria coisa da minha cabeça? Sai descontroladamente pelo corredor com os olhos embaçados pelas lágrimas, eu me recusaria a ir embora sem um ultimo beijo, um ultimo abraço, um ultimo suspiro de Danny.
Bati a porta freneticamente e me lembrei do Doutor Sheldon Cooper do Big Bang Theory quando ele batia a alguma porta, sorri nervosamente. Por que lembrar de algo como esse naquele fatídico momento? Só eu mesmo. Levei um leve susto ao sentir a porta se abrindo, e aquele par de olhos azuis me encarando desfocados, ele estava chorando e muito, seu nariz ainda vermelhos e seus olhos inchados, o abracei sem ao menos deixa-lo falar ou fazer algo, e sentir seus braços envolta de mim me apertando a ponto de fazer minha respiração falhar me deu certeza que ele já não estava tão nervoso comigo.
- Eu te amo anjinho.
- Eu te amo Danny. Não é a hora certa, mas eu vim me despedir.
Ele me encarrou nos olhos sorriu fraco e assentindo com a cabeça. Se sentou no sofá me indicando um lugar ao seu lado pra que eu me sentasse também.
- Eu fiquei nervoso quando você me contou. Mas agora eu só estou triste, preferia que ficasse aqui, mas já que tem que ir, eu entendo.
- Tudo bem, eu compreendo se fosse você, teria ficado igualmente nervosa. Eu juro que vou manter contato com você. Prometo... - Sorri o beijando, eu estava sentindo tanta falta daquele beijo, daquele jeito, aqueles olhos, aquele abraço. Tudo nele me deixava sem ar.
- Fica comigo hoje? Dorme aqui... Vamos aproveitar que vai embora daqui...?
- Três dias.
- Ée... Vamos curtir igual namoradinhos. - Ele sorriu beijando a ponta do meu nariz. Sorri de volta com uma careta.
- Eu escolho um filme e você cuida das pipocas.
- Pode deixar... - Ele se levantou caminhando até a cozinha... - Só eu que curto comer uma pipoca com chocolate quente?
- Eu também gosto. Com marshmellowns por favor.
- Ok, bonitinha.
Me sentei em frente a televisão procurando um filme legal pra assistirmos.
- Terror, ou romance? - Gritei da sala.
- Terror, por favor. - Ele respondeu ao mesmo tom de berro.
Procurei alguns filmes legais e nada me chamou mais atenção então procurei nas séries e achei American Horror History, não existe série mais tenebrosa que essa. Coquei o primeiro DvD com os primeiros 7 ep's e depois me sentei no sofá pronta pra melhor overdose de séries da minha vida.
- DANNY vai começar. - Esperniei no sofá, e recebi uma gargalhada de volta.
- Podia me ajudar aqui, ao invés de ficar de birra. - Ele disse entrando na sala com o edredom, a pipoca, e as canecas de chocolate na mão. Me levantei o ajudando, nos sentamos um ao lado do outro e começamos a ver a série.
Antes do fim do primeiro Ep eu já estava morrendo do coração de tanto medo. Não aguentei o terceiro susto e gritei agarrando o Danny pelo braço cravando minhas unhas ali.
- Ai, ta me machucando. - Danny sussurrou.
- Desculpa, foi sem querer. É que eu amo séries e filmes de terror, só que assistir sem ter nenhum pinguinho de medo não faz meu tipo.
- Então que tal esquecer a série e prestar atenção em mim? - Sua voz saiu um pouco mais grave e sendo sussurrada no meu ouvido, me arrepiou instantaneamente.
- Hmm, quem sabe. - Retribui o olhar malicioso que ganhei.
- Sabe Thay... - Encostei o indicador em seus lábios, sorrindo pra ele.
- Não Danny, não sei, e não quero saber. - Selei nossos lábios, contornando os dele com a língua. Nosso beijo se tornou mais urgente e mais desesperado, não demorou muito pra nossas roupas estarem jogadas no chão e eu sentindo o corpo dele se fundindo ao meu, causando espasmos e suspiros descontrolados. Minhas unhas desciam pelo seu corpo e sua mão me apertava os quadris. Não demorou muito pra que eu descansasse em seu peito que ainda subia e descia meio descompassado. Eu o amava muito.