sábado, 2 de março de 2013

Fireflies 11 cap - EVERYBODY KNOWS THE END


O dia seguinte amanheceu parcialmente, as grossas nuvens que indicavam a chuva que viria e a neve fazendo-se presente nas ruas, indicavam um dia triste e fraco aquele que causaria uma "depressão climática", mas pra mim parecia um típico dia primaveril de Setembro, o sol brilhando sem esquentar a matar pessoas de calor, as flores nascendo lindas e belas nos jardins, os pássaros cantando voltando do sul, era com certeza um dia lindo aos meus olhos. E ele só se tornou mais perfeito ao ver o Danny dormindo ao meu lado, ele era lindo dormindo parecia um anjo, perfeito. Mas era um absurdo aqueles diamantes azuis ficarem cobertos daquela maneira.
- Bom dia amor... - Me assustei quando ele falou comigo sem nem mesmo abrir os olhos.
- Que susto Danny, não sabia que estava acordado.
- Estou acordado a um tempinho, só com preguiça de abrir os olhos.
- Não faz isso comigo, eu amo seus olhos. Não os cubra desse jeito.
- Ok... - Aquelas orbes azuis me atacaram com firmeza me fazendo estremecer mesmo que deitada... - Melhor assim?
- Muito... - Sorri me levantando pegando a camiseta do Danny e vestindo.
- Onde vai?
- Comer alguma coisa. Quer?
- Por favor.
Fui até a cozinha preparando torradas e chocolates, levei tudo pra sala numa bandeja a deixando no tapete. Liguei a TV deixando passar qualquer coisa do canal matinal do Danny de esportes.
- Morangos? - Me ofereceu.
- Por favor.
"É Howard que a campanha do Bolton essa temporada não é das melhores, perderam pela terceira vez seguida e dessa vez pro Manchester Unit. Que com a saída do técnico também não faz sua melhor campanha."
Danny bateu na mesa com certo nervoso. O olhei receosa.
- Leva a sério isso de futebol em?
- E você?
- Se eu levo a sério? Amigo, eu assisto todos os campeonatos que estão ao meu alcance. - Soltei um beijo no ar. Fazendo o rir.
Tomamos um café reforçado e prazeroso. Assim que o relógio marcou 10:50 hs me arrumei rumando minha casa.
Lembra daquele dia primaveril que estava fazendo no meu mundo? Voltou a ser o frio e feio de inverno sem o Danny era assim, tudo frio e triste. A menos de 24 horas dali eu estaria indo embora e sem saber quando o veria de novo.
O dia passou como um passe de mágica e a única lembrança que eu tinha do Danny que poderia levar comigo seria seu cheiro impregnado em minha pele da noite passada e com certeza minhas melhores lembranças. Esquentei uma xícara de chocolate antes de me deitar. Sentei na berrada da janela observando as luzes da cidade. Sorri inocente, bocejei desajeitadamente alarmando a mim mesma que o Morfeu meu amiguinho me chamou pra dar uma volta.
O som do telefone tocando me tirou do meu passeio com o Morf. Atendi coçando os olhos e me sentando com dificuldade.
- Bom dia, senhorita Thayná Lee. - Fazia tanto tempo que eu não não ouvia alguém dizer meu nome inteiro que demorei a assimilar meu próprio nome.
- Bom dia, sou eu sim.
- Só estamos ligando pra confirmar o vôou das 10.
- Confirmado.
- Obrigado. Tenha um bom dia.
- Pra você também.
Já que já tinham me acordado as 7 horas da manhã, nada mais justo que eu começar a me arrumar devidamente. Tomei um banho coloquei uma jeans e um sobretudo, meus tênis e peguei minha bolsa e desci pra tomar um café digno antes de ir pro aeroporto.
Pensei em ir no Danny antes de voltar pro Brasil. Mas sabia que se eu visse aqueles olhos azuis perderia toda a coragem e vontade de voltar pro Brasil. O relógio marcava 08:50hs era a hora de ir embora. Entrei no táxi com os olhos marejados de lágrimas, tudo que eu queria era que o Danny fosse no aeroporto dizer que está disposto a me "sequestrar" e dizer que não quer que eu volte pro Brasil, me pedisse pra que eu ficasse com ele ali pra sempre. Mesmo assim não poderia me basear em instinto feminino, mesmo que ele já estivesse certo umas outras vezes com o Danny mesmo.
Minhas pernas sacudiam sozinhas em extremo nervosismo, em poucos momentos anunciariam meu voou e não daria tempo de me despedir do Danny. Estremeci ao ouvir o voou sendo anunciado nos auto-falantes, peguei as malas e caminhei a sala de embarque. Ouvi a voz sobre-saltando entre as muitas que ecoavam pelo aeroporto, me virei o vendo chegar a mim, aqueles olhos azuis me faziam ferver por dentro. Esqueci o mundo e o abracei sorrindo tão abertamente que minhas bochechas formigavam.
- Thay, eu não vou deixar você ir embora. Você fica.
- Mas Danny aonde eu vou morar?
- Comigo, eu já falei com meus pais e minha mãe quer muito te conhecer, meu pai disse que vai aumentar a "mesada" pra gente poder ter do bom e do melhor, eles querem te conhecer. Tudo está arrumado. Fica vai.
- E minha família?
- Thay, eles vão ficar bem... A gente pode ir pra lá sempre que quiser.
- Então, eu fico. - O beijei apaixonadamente, e o abracei na mesma intensidade. Acho que algo me ligava à ele. Estava tudo tão perfeito que no começo eu nem acreditei.
Voltei pra casa do Danny, arrumei minhas coisas no armário que ele mesmo pediu e caminhei pra um banho antes de ligar pra minha mãe avisando que eu ficaria aqui por tempo indeterminado. Desci depois de devidamente tomada banho.
- Falou com a sua mãe?
- Falei, e ela me fez jurar que eu não vou deixar de estudar. E ela quer te conhecer. Disse que precisa saber quem foi o menino que me virou a cabeça. - Sorri o acompanhando.
- Ela vai me amar.
- Convencido pacas em moço.
Sentamos no sofá acompanhando algo que passava a televisão. Eu estava feliz, como nunca antes.
Era noite quando ouvi a campainha tocando, abri já que Danny estava tomando banho... Sorri ao ver quem era. Dougie meu anão favorito.
- Thay?
- Eai tigrão.
- Pensei que tinha ido embora.
- E eu ia, mais seu amiguinho. Foi me sequestrar no aeroporto, então agora eu vou morar aqui.
- Ae sim em... E ele onde está?
- Tomando banho entra ai, daqui a pouco ele desce.
Não demorou muito até Danny descer e se deparar comigo e com o Dougie brigando por causa do controle. Se ele ão chegasse ia rolar briga feia.
- Que isso na minha sala? - Disse rindo.
- Sua namorada, querendo mudar de canal.
- Mais eu não queria mudar de canal, só queria ficar com o controle na mão.
- Uhhum, sei.
- Para os dois. Dougie o que faz aqui?
- Eu pensei que a Thay ia embora. E vim confirmar com você se ia pra Austrália comigo.
- Eu vou e a Thay também.
- Então amanhã. Meio dia o voou sai, por favor não se atrasem. - Dougie sorriu, saindo.
- Amanhã, trocar o frio inglês. Pelo calor australiano. Isso que é vida. - Danny me disse sorrindo de orelha a orelha.
- Isso mesmo. Calor, calor, caloooor.
Fomos dormir depois de arrumar as malas. Queria só ver a cara da Anne quando eu chegasse la. Espero que o Dougie não se manifestasse.
Senti lábios quentes mordendo e sugando a pele do meu pescoço. Gemi seu nome baixo.
- Que belo jeito de acordar. - Sorri.
- Não viu nada. - Sua mão passeava pela minha barriga e sua boca não largava meu pescoço, seu corpo apertou mais o meu e sua exitação já estava bem percepitivel. Me virei pra ele selando nossos lábios, suas mãos habilidosas se livraram das minhas roupas e as minhas da dele. Ele se fundia à mim e nossos gemidos eram abafados pelos beijos. Caímos um a cada lado da cama. Respirando forte. O relógio marcava 10 pras onze.
- Melhor levantarmos. Se não vamos perder o voou.
- Ok anjinho.
Levantamos com uma certa lerdeza, caminhamos até o banheiro fazendo questão de tomar banho juntinhos.
Coloquei um shorts e uma regata, um sobretudo por cima. Danny colocou uma jeans preta e uma camisa xadrez, tênis. Pegamos nossas malas e caminhamos pro aeroporto. O embarque demorou um bom tempo, acho que tínhamos chegado cedo demais ao aeroporto.
Me sentei ao lado do Danny entrelaçando nossos dedos. Beijei seu rosto acariciando-o com o nariz...
- Eu te amo.
Ele já dormia e possivelmente nem ouviu, me aconcheguei em seus braços e dormi também.
Um selinho me acordou e os olhos de Danny nos meus me fizeram sorrir.
- Chegamos?
- Sim. Vem. - Danny me deu a mão e saímos do avião. O sol australiano estava me torrando, encontramos com Dougie no saguão de desembarque e pegamos um táxi pra casa da Anne.
- Dougie, você não contou pra Anne que eu vinha?
- Não. Achei melhor fazer surpresa.
- Obrigada.
As ruas cheias de pessoas bonitas, de um lado casas gigantes e incríveis de outro o mar, o oceano alguns barcos no horizonte, alguns surfistas na praia, garotas com biquínis pequenos... Até me lembrava o Brasil.
A esquina da casa de Anne pude vê-la de cabelos soltos óculos escuros, um shorts minusculo e a parte de cima de um biquíni. Descemos chamando atenção dela que correu pra me abraçar.
- Você não estava no Brasil?
- Não, no ultimo minuto o Danny me sequestrou do aeroporto e me chamou pra morar com ele. Aceitei.
- Que fofo. - Disse antes de começar um beijão com o Dougie.
Depois das saudades devidamente mortas ela nos mostrou os nossos quartos e mal deixou que descaçássemos, o relógio ia bater as 5 da tarde e ela anunciou que as cinco e meia era pra todo mundo estar pronto pro luau na praia.
- O que vai vestir?
- Danny é um luau. O que acha que eu vou vestir?
Ele riu me jogando um travesseiro. Devolvi e vesti o biquíni tomara que caia, coloquei um shorts e uma regata cumprida, chilenos e me sentei na cama pra esperar o muso do Danny se preparar pra atravessar a rua e chegar a praia. Devidamente prontos descemos encontrando o casal ternura admirando as alianças. Olhei a minha e a do Danny e percebi que estava vivendo um sonho. Que eu nunca queria acordar.
Nos sentamos na areia, em volta de uma fogueira.
- Esse ano foi maravilhoso. - Anne foi a primeira a se manifestar.
- Muita coisa aconteceu, muita música e muita paixão. - Dougie continuou.
- Coisas do passado que estão fazendo parte do presente e que com certeza estaram no nosso futuro. - Danny me abraçou de lado.
- É talvez o destino reserve coisas loucas pra nós, coisas que nem imaginamos que poderiam acontecer... - Fui a ultima a dizer. Anne levantou me puxando pra acompanhar o por do sol, os meninos se sentaram ao nosso lado... Danny não demorou nem 1 segundo antes de me beijar. E algo me dizia que Anne e Dougie faziam a mesma coisa.
- Eu te amo anjinho. - Foi a ultima coisa que eu ouvi antes de ser puxada pra água pelo Danny mergulhando com ele no que foi, o melhor ano da minha vida.
                                                    FIM

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