segunda-feira, 4 de março de 2013

Deteriorate 3 e 4


Escola, desgraça eterna. Levantei da cama com uma preguiça eterna, tomei um banho e fui me arrumar.
- MÃE TO PRONTA.
Desci as escadas correndo me sentando no balcão e pegando minha caneca e algumas torradas.
- Bom dia Thay.
- Bom dia mãe.
- Bom dia anjo.
- Bom dia pai.
- Hoje você tem médico.
Eu havia esquecido que eu era louca, depressiva e que minhas cicatrizes pelo menos uma vez me deixaram esquecer.
- Ok. Quem me leva?
- Sua mãe. Eu vou sair mais tarde hoje.
- Então vamos mãe.
Ela assentiu e saimos.

4 *continuação do 3*

Que frio... Entrei no consultório me sentando em uma poltrona fofinha e esperando a minha vez.
- Thayná. - Ouvi uma voz grossa me chamando e levantei quase caindo de novo. Que par de olhos claros são esses, que loiro, que corpo.  Para maioria das mulheres a fantasia é de um bombeiro ou policial, a minha acabou de se transformar pra um psiquiatra, onde sanidade já não faz falta. Acho que não era só eu que estava o secando. Parece que a fantasia dele que antes pudesse ser uma enfermeira ou uma professora, passou a ser uma paciente ingênua (ou nem tanto), que sofre de TPB.
- Pode entrar.
- Obrigada.
Me deitei no divã o olhando se sentar em sua poltrona que parecia tão confortável quanto.
- Como é seu nome?
- Dr. Bourne, James Bourne.
- Prazer.
- Me conta. Como anda sua semana?
- Está ótima, eu não pensei em nada trágico, na verdade eu nem me lembrava da doença até minha mãe falar que eu tinha consulta.
- Isso é muito bom.
Sorriu me fazendo sorrir também. Querendo ou não aquela perdição de olhos verdes estava me tentando ao proibido. Foi a uma hora e meia mais rápidas da minha vida.

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