quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Fireflies 8 cap
Como se não bastasse o Danny ter sumido de vez e o Daniel também não estava falando comigo, não por falta de tentativa dele, eu não queria falar com ele. Tinha que por os pensamentos no lugar antes de encarar seus olhos novamente, ainda tinha a viagem da Anne que seria dali a poucas horas. Ouvi meu celular tocar e rezei pra que não fosse o Daniel, nem o Danny, sorte minha era a Anne.
- Alo.
- Thay, me leva no aeroporto?
- Pensei que ia com seus pais.
- Eles já estão lá, decidiram que iriam antes pra preparar tudo. Até pensei em fugir e não dar notícias. Mas lembrei que eles me encontrariam, de um jeito ou de outro. Uma mãe que trabalha pro governo e um pai detetive da CIA não daria muito certo fugir.
Sorri sem mostrar os dentes, não sei como mesmo indo pro outro lado do mundo ela ainda conseguia fazer piadas.
- Vou me arrumar e passo ai pra te buscar.
- Estou esperando.
Não demorou muito e eu estava tocando pela ultima vez a campainha da casa de Anne. Ela me abraçou forte antes que eu entrasse pra ajudar com as malas.
Mesmo sabendo que ficaríamos mais uns meses sem nos ver o caminho no táxi foi quieto, eu chorando de um lado, pela ida da Anne, pelo sumiço do Danny, pela paixonite pelo Daniel, tudo ao mesmo tempo confundiria qualquer pessoa.
Anne chorando possivelmente por que deixaria os meninos, que se tornaram especiais pra gente, me deixaria, logo agora que eu estava ao lado dela. E deixaria o Dougie. Acho que a maior perda era o Dougie eles faziam/fazem um casal lindo. E engraçado.
Chegamos ao aeroporto parecendo duas pandas, acho que nunca tinha chorado tanto na minha vida. O voou da Anne foi anunciado 5 minutos depois de chegarmos. Não encontrei Dougie pelas redondezas, não seria capaz dele não aparecer, ou seria?
- Ele vem! - Abracei-a deixando finalmente que nossos choros se encontrassem.
- E se ele não vier?
- Claro que vem. Ele gosta de você.
- Esse é o problema Thay, ele gosta de mim. Mas eu o amo.
Eu sabia bem como ela estava se sentindo, a abracei mais forte ainda. Era a penúltima chamada pro voou dela, tinha que ir. Se despediu de mim indo calmamente em direção ao embarque, mas um grito a parou e fez com que nós duas olhássemos pra trás. Daniel estava com as mãos no bolso e o rosto baixo, não parecia melhor que eu em nada, Dougie corria mais que tudo pra alcançar Anne e abraça-la. Os dois começaram a conversar e ela a levou pra sala de embarque.
Daniel estava a 5 passos de mim, e nem ele nem eu nos atrevíamos a andar, até respirar estava difícil naquelas condições. Alguns momentos depois ele fez questão de acabar com a distância, um pouco, dos 5 passos que nos separavam, agora se reduziam a 1.
- Oi Thay. - Sua voz estava embargada por um choro reprimido que não se fazia presente em seu rosto.
- Oi Daniel. - Já eu não escondia que um terço daquelas lágrimas era por ele.
- Por que não atende minhas ligações?
- Eu... Queria ficar um tempo sozinha.
- Por que?
- Coisas minhas Daniel, coisas minhas.
- Me conta Thay? - Ele parecia insistente, eu não sabia pra que ele queria tanto saber da minha vida. O que ele queria de mim afinal?
- Não. Não quero te encher com meus problemas. - Ouvi a voz nos auto-falantes que o voou pra Austrália acabara de sair, logo vimos Dougie voltando secando algumas lágrimas. O abracei e disse que dali 4 meses seriam férias e ela estaria de volta, ele se animou um pouco e tomou iniciativa de ir embora, sozinho deixando novamente eu e Daniel sozinhos, tudo que eu não queria.
- Foi embora naquela noite sem me dar tchau.
- Vai por mim o tchau era o menos importante naquela situação. - Seus olhos se perderam no meu e minha respiração falhou. Levantei em um passe rápido andando até a saída mais próxima.
- Thay, não foge de mim... - Daniel prendeu-me entre seu corpo em um abraço antes que eu conseguisse acenar pra um táxi.
- Por favor me solta. - E novamente eu me encontrava chorando, mais do que eu queria, mais do que podia, mais do que ele precisava.
- Eu só quero saber o que está acontecendo com você, estou preocupado.
Sua ultima frase saiu realmente em um tom preocupado, o abracei mais forte só pra juntar as palavras que viriam a seguir.
- Daniel... Eu, eu achava que você era uma pessoa, uma pessoa especial pra mim, acho que a única que eu realmente já amei. E eu fui ligando os pontos e eu tinha certeza que era você, o meu Danny, mas não é você. Eu estava torcendo pra que fosse, já que eu estou... Gostando de ti. Quase ou na mesma intensidade que eu gosto desse garoto. E não é você, então eu vou embora, e vou tentar de todos os modos acabar com essa paixonite idiota, o Danny, o meu Danny não merece isso. - Ele quis me olhar nos olhos mas, a única coisa que eu não queria era encarar aqueles azuis intensos, vai por mim eles sugam as forças de qualquer um. Dei as costas a ele enfim acenando pra um táxi. O choro de alívio por ter finalmente dito tudo pro Daniel era obvio, mas o de tristeza por saber que o amor da minha vida não era ele, me fazia chorar mais intensamente.
Cheguei em casa em pedaços, e tudo que eu não ver apareceu na minha frente. E a única coisa que eu conseguia pensar era em como o Daniel conseguiu chegar tão mais rápido que eu, no meu prédio.
- O que você ta fazendo aqui? - perguntei limpando a garganta que ainda reprimia uns soluços. Seus olhos encontraram os meus, e sua mão tocou a minha, senti a energia do mundo passando pelo meu corpo, e por um segundo senti borboletas no estômago e um sininhos tocando. Tudo isso com um toque de mãos, porra.
- Eu vim te dar sua resposta.
- Resposta de que? - soltei minha mão da dele e desviei os nossos olhares.
- Você disse que gosta de mim, e que ama esse Danny. É ruim saber que você me ama mais virtualmente que pessoalmente, acho que eu sou mais galanteador quando estou atrás de uma tela de computador ou então quando me escondo atrás do número de um telefone.
Sorri meio descrente, minha visão ficou meio turva e dei dois passos pra trás tentando reencontrar meu equilíbrio. Eu tinha certeza que era ele. Assimilei a notícia, e sabia que no fundo no fundo era ele, eu soube que era ele desdo primeiro sorriso que ele me deu. O abracei tão forte que por um momento senti a respiração dele falhar.
- Você sempre soube né? - Perguntei sorrindo de lado.
- Soube que era você desde que me contaram que você vinha pra Londres.
- E quem disse... A Anne. Mas da onde conhecia ela? - Eu queria naquele momento ir pra Austrália só pra esganar a Anne e voltar, pra grudar no Danny e nunca mais voltar. Ele sorriu de lado encostando no batente da porta, colocando os braços cruzados sobre o peito os sobressaltando. Com o alívio de saber que ele era o meu Danny eu estava prestando mais atenção em como ele é lindo e maravilhosos, com certeza eu sou uma menina de sorte. Sorte até demais.
- Eu pedi pra ela não te contar que ela me conhecia... Thay a história é longa, melhor entrarmos. - Assenti, tirando as chaves do bolso. Abri a porta e o puxei pra dentro.
- Fica ai no sofá que eu vou trocar de roupa.
- Hmmmm, mas já assim sem nem uma bebida?
- Cala boca Danny, eu vou colocar meu pijama prepare-se pra me ver ogra.
- Não acredito que fique tão horrível assim.
- Não fico mesmo. Sou linda.
- Não exagera. - Fingi tristeza e ele sorriu.
- Eu vou, já volto.
Subi tirando o vestido e colocando uma camiseta gigante escrita "In Love For London" um shorts de dormir e minhas pantufas de gatinho. Desci.
- Ta uma gata.
- Não mente...- me joguei no sofá ao seu lado...- Me conta, tudo, desdo começo.
- Vai Danny me conta. - Eu parecia aquelas criancinhas que ficariam sabendo do segredo da vida.
- Calma Thayná. - Ele se arrumou no sofá.
- Então, eu pedi pra ela não contar nada pra você... A uns meses atrás, eu conheci ela no mesmo site que você entrava e falava com a gente. Ai eu contei pra ela de você e ela me disse que você iria vir... Eu falei com meus pais e disse que eu queria vir pra Londres pra ter mais chance na vida, mas na verdade eu queria vir por que eu sabia que você viria. Eu te seguia menina, eu sabia que você estava ficando no prédio perto do meu, eu sabia que você ia estudar naquela escola, eu sabia de tudo. Anne não me escondia nada.
Olhei incrédula pra ele. COMO EU NUNCA TINHA PERCEBIDO?
- Sério tudo isso?
- Sério. Quando eu entrei naquela sala e te vi, quase tive um troço, sei lá é meio gay isso mas, eu senti meu coração pulsar mais forte e meu peito esquentar de uma forma inexplicável. Foi difícil manter esse segredo até esse momento.
- E quando você ia me contar?
- Estava esperando o seu aniversário. Sei lá queria que fosse em uma data especial. Mas você se manifestou primeiro. Chata em anjinho. E falando nisso quando você se deu por vencida e se entregou ao verdadeiro eu?
- Sinceramente eu sempre estive apaixonada por você, desdo primeiro dia que eu te vi entrar na sala... Por falar nisso a Anne que me falou de você, fingida eu achando que ela não sabia quem era você... Voltando, eu sentia algo forte demais em você, algo que puxava minhas forças do mesmo jeito que o Danny, você no caso. E no dia que fizemos o trabalho juntos e você me disse seu nome eu já fiquei meio balançada, depois quando descobri que você tinha vindo de Bolton tive a certeza só podia ser você. Eu fiquei triste quando te mandei a mensagem e ela não chegou, ou demorou a chegar...- nesse momento eu fiquei com ódio eterno da operadora desgraçada...- é mais pelo visto chegou e agora você está aqui. - Sorri pra ele o abraçando.
- Eu te amo anjinho.
Seu cheiro era muito melhor sentido de perto, meus olhos pesaram e quando percebi Morfeu meu grande amigo Morfeu estava me chamando pra dar uma voltinha.
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